Tratamento de Varizes com Espuma

Tratamento de Varizes com Espuma

Preparo da espuma para aplicação

Preparo da espuma para aplicação

Recentemente foi veiculada na imprensa uma reportagem excelente sobre o uso da Espuma no tratamento de varizes. Entretanto, como toda publicação da imprensa leiga, muitas informações importantes não foram esclarecidas de forma adequada. A principal delas é a real indicação do tratamento com espuma densa. Muitos pacientes ficaram sob a impressão de que o tratamento com espuma é uma opção para qualquer paciente com indicação de cirurgia de varizes, o que não é verdade.

Embora seja uma técnica importante, a espuma segue hoje como a segunda opção ao tratamento das varizes. Para a insuficiência de safena, a primeira opção é a técnica de ablação com laser (cirurgia a laser) e, para as microvarizes (aquelas veias esverdeadas), a miniflebectomia (microcirurgia) permanece a melhor opção.

O uso da espuma densa é uma opção valiosa no tratamento de pacientes com contra-indicação ao procedimento cirúrgico em virtude de doenças cardiológicas, por exemplo; com múltiplas cirurgias de varizes anteriores e veias tão tortuosas que seria muito difícil trata-los com laser; para aqueles pacientes que não desejam se submeter à cirurgia; ou quando o tratamento em grande número de pacientes é necessário num sistema de acesso tão difícil quando o nosso SUS.

Assim, a escolha do método ideal envolve a avaliação de diversas variáveis além da própria vontade do paciente, que deve ser sempre respeitada, desde que adequadamente esclarecido sobre potenciais resultados e complicações de todas as técnicas disponíveis.

Consulte sempre um Cirurgião Vascular.

Boa sorte!

Microvarizes, Varizes
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Por que as varizes causam coceira?

Basta a coceira aparecer para arranharmos a perna: Raramente alguém pensa além do alívio de ter essa sensação irritante imediatamente aliviada. A coceira crônica (prurido) pode ser um sintoma da uma doença em desenvolvimento, especialmente as varizes. Este comichão não apenas causa desconforto, uma vez que não é possível para um paciente de aliviá-lo totalmente, como também pode levar a danos teciduais graves se não tratado.

O que causa a coceira?

Má circulação

A insuficiência venosa crônica provoca o afilamento das paredes das veias e danifica suas válvulas, que ajudam a impedir que o sangue se acumule nas pernas. Isso pode causar edema nos tornozelos e pés, descoloração focal e desconforto. Os pacientes podem desenvolver varizes e úlceras com a progressão da doença. Prurido crônico é um sintoma precoce de desenvolvimento de insuficiência venosa crônica, à medida em que as paredes das veias enfraquecem e permitem que o fluido e macromoléculas extravasem para os tecidos circundantes.

Acúmulo de sangue

Como o sangue permanece estagnado nas veias, em vez de ser forçado através do sistema circulatório de volta para o coração, o paciente pode sentir comichão à medidas em que os vasos lutam para mover o sangue. Um sinal do acúmulo crônico de sangue – e um sintoma de alerta de possível insuficiência venosa crônica – é o dano aos pequenos capilares, escurecendo o tecido do vaso sanguíneo e levando ao surgimento de vasinhos (varicoses).

Descamação da pele

Com o inchaço das veias sob a derme, ocorre mais inflamação com o extravasamento de fluidos e compressão do tecido circundante. Isto aumenta a coceira e pode provocar úlceras pela manipulação repetitiva da pele pelo paciente. Devido à falta de circulação, os pacientes também desenvolvem um aspecto semelhante a couro na pele, bem como descamação, que podem aumentar o desconforto. A melhora da circulação com o tratamento prescrito pelo médico pode aliviar a coceira e prevenir o desenvolvimento de varizes ou outra doença venosa.

Qualquer sintoma recorrente deve ser relatado ao seu médico, ainda que pareça tão insignificante quanto a coceira. Um sintoma crônico é a maneira de o corpo chamar a atenção para um problema; nenhum sintoma contínuo deve ser ignorado.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM32837)

Microvarizes
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A escleroterapia é feita sob anestesia?

O medo de sentir dor é um dos fatores que leva muitos pacientes a postergar o início do tratamento de escleroterapia. Dessa forma, é comum que se questione a possbilidade de realizar o procedimento sob anestesia.  Normalmente, nenhum anestésico local é utilizado durante a sessão, porque as injeções de anestésicos tendem a ser mais dolorosas do que as injeções da própria escleroterapia, já que agulha utilizada nesta última é muito pequena .
Entretanto, durante uma cirurgia de varizes, é possível realizar injeções de escleroterapia enquanto o pacientes ainda estiver sob efeito da anestesia escolhida para a cirurgia.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Microvarizes
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8 dúvidas sobre escleroterapia

O que é escleroterapia?

A escleroterapia, também chamada de “aplicação” ou “secagem de vasinhos”, envolve a injeção de uma solução diretamente na veia. Essa solução faz com que a veia colapse e feche, forçando o sangue a se redirecionar para veias saudáveis. A veia fechada é reabsorvida no tecido local e eventualmente desaparece. A escleroterapia também pode ser realizada com laser, quando o feixe de luz do laser atinge a veia e aumenta a temperatura local, a ponto de ebulição, fechando o vaso por causa do calor.

Após escleroterapia, as veias tratadas tendem a desaparecer dentro de algumas semanas, embora, ocasionalmente, possa levar até um mês para ver os resultados completos. Em alguns casos, podem ser necessárias várias sessões de escleroterapia.

A escleroterapia trata principalmente vasinhos. Ela é muitas vezes considerada o tratamento de escolha para pequenas varizes, aquelas veias esverdeadas e grossas, desde que não muito dilatadas.

Por que ela é feita?

A escleroterapia é feita com fins cosméticos nas maioria das vezes. Quando os vasinhos vermelhos fecham, o aspecto da pele melhora. Entretanto, o procedimento também pode ser indicado para melhorar sintomas como dor, inchaço, ardência e cãibras.
Em caso de gestação, recomenda-se esperar até depois do parto para se submeter ao tratamento.

O tratamento é doloroso?

A dor costuma ser pequena ou ausente, com boa tolerância dos pacientes. Ela também pode ser minimizada com a diminuição da temperatura da pele.

Qual técnica de escleroterapia devo escolher?

A escleroterapia pode ser realizada com injeções, espuma e laser. A escleroterapia quimica, conhecida como “aplicação”, utiliza um líquido esclerosante que é injetado por microagulhas dentro dos vasinhos. Existem líquidos diferentes que podem ser utilizados de acordo com a preferência do cirurgião e mesmo de acordo com a resposta individual. Na escleroterapia com espuma, é utilizado o polidocanol, substância esclerosante que é transformada em espuma através de sua manipulação. A espuma apresenta é espessa e por isso mantém contato com a parede do vaso por mais tempo, o que aumenta sua eficácia em relação à aplicação convencional com substância líquida. A escleroterapia com laser elimina os vasinhos pela ação física da luz e calor nos vasinhos.

Cada técnica tem sua indicação e o cirurgião vascular é o especialista recomendado para escolher o melhor tratamento.

Quais os riscos?

Escleroterapia é um procedimento bastante seguro, com poucas complicações. Entretanto, nenhum procedimento é isento de risco e é importante conhecer os efeitos possíveis para permanecer atento aos sintomas e comunicar ao médico caso algo aconteça.

Efeitos colaterais esperados:
Ardência, vermelhidão e coceira leve no local por 12-24hs, pequenos hematomas por 3-15 dias
Efeitos colaterais indesejáveis:
Alergias, coágulos nos pequenos vasos (que devem ser tratados), manchas escuras no local (mais comuns com espuma), pequenas feridas (raro), trombose venosa profunda e embolia pulmonar (raro).

Como se preparar para o tratamento?

É essencial que o paciente seja avaliado em consulta médica para que seu histórico seja avaliado, além da realização do exame físico, quando se pode estabelecer a melhor estratégia de tratamento.

Informações importantes do seu histórico:

  • Doenças recentes ou condições médicas existentes, tais como a doença cardíaca
  • Medicamentos ou suplementos em uso, como anti-inflamatórios, especialmente a aspirina, anticoagulantes ou antibióticos
  • alergias
  • Fumo ou uso de contraceptivos orais, pois estes podem aumentar o risco de coágulos sanguíneos
  • Tratamento prévio para varizes e os resultados do tratamento.

No dia do procedimento:
Procurar comparecer com as pernas depiladas, pois os pelos podem dificultar a identificação dos vasinhos. Evite usar lâmina ou aplicar qualquer loção para as pernas no dia do tratameno. Procure usar uma calça confortável que não deixe marcas na pele. É recomendável levar um short para usar durante o procedimento, para expor melhor as perna.

O que esperar?

Escleroterapia é geralmente feita no consultório do seu médico e não requer anestesia. Geralmente, leva entre 15 a 30 minutos para ser concluída.
O número de aplicações depende do número e do tamanho das veias a ser tratadas. Outros fatores de interferência são a expectativa de melhora, resposta ao tratamento, tolerância à dor, assiduidade e adesão às orientações pós escleroterapia. Alguns vasos desaparecem, outros diminuem e outros não respondem. Por isso, novas sessões são necessárias. Os intervalos entre as sessões devem ser em média de 15 dias.
Após as sessões de escleroterapia pode-se ter vida normal, podendo voltar ao trabalho na mesma hora.
As orientações de pós-escleroterapia variam de acordo com a técnica utilizada e calibre de veia tratada. O cirurgião vascular irá lhe dizer quando você pode retornar as atividades físicas, período sem tomar sol, uso de meias elásticas, cremes ou remédios necessários.

Vasinhos voltam?

Vasinhos novos podem aparecer com o tempo, pois tratamos a consequência, e não a causa da doença.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Microvarizes, Varizes
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Por que tratar os vasinhos?

Com a aproximação do verão, os consultórios de Cirurgia Vascular ficam lotados de pacientes em busca de tratamento para os terríveis vasinhos. Entretanto, o tratamento realizado à pressas logo antes do verão atende apenas a fins estéticos imediatos e, habitualmente, falha em oferecer resultados mais duradouros.

É sabido que novos vasinhos tendem a aparecer com certa frequência, mas os efeitos cosméticos da escleroterapia costumam ser tanto melhores quanto mais completo este tratamento for. Por isso, é importante visitar um cirurgião vascular regularmente e realizar a manutenção do tratamento de varizes e vasinhos.

Apesar dessas orientações, ainda é frequente ver pacientes com quadro avançado de varizes que procuram tratamento apenas quando sentem dor ou surgem feridas. Quando são apenas vasinhos, a opção pelo não-tratamento é ainda mais frequente. Essa postura não antecipa a piora do quadro pelo processo de envelhecimento.

Como quase tudo em nosso corpo, os vasinhos também tendem a piorar com o tempo. E essa evolução é imprevisível. Os vasinhos que hoje causam apenas um ligeiro desconforto estético podem, em alguns anos, provocar dor, sangramento, etc. Entretanto, o processo de envelhecimento pode vir acompanhado de doenças que impedem ou limitam o tratamento dos vasinhos, como a trombose arterial, aterosclerose, diabetes, entre outras. Dessa forma, quando finalmente os vasinhos provocarem sintomas que estimulem a busca pelo tratamento, outras doenças podem impedir sua realização. Assim, um problema aparentemente simples pode ficar sem tratamento.

Portanto, mesmo que as varizes não provoquem desconforto hoje, é importante tratá-las para evitar problemas futuros.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

linfedema, Microvarizes, Trombose Venosa Profunda, Varizes
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Alívio para pernas cansadas

Com essas temperaturas de Verão que tem feito em Porto Alegre em pleno, acabei por ter a oportunidade de testar um produto que só esperava fazê-lo lá por dezembro. Fui chamada para auxiliar uma cirurgia cardíaca de urgência e, claro, estava sem minhas meias elásticas aquele dia. Resultado: pernas MUITO cansadas. Foi então que, ao chegar em casa, resolvi testar o Clarins Lait Jambes Lourdes.

Trata-se de um dos produtos mais tradicionais nessa linha de cremes para aliviar os sintomas de “pernas pesadas”, como o próprio nome já sugere. O cheiro é agradável e não é muito forte, se considerarmos que esses produtos sempre tem o cheiro de menta bem presente. Contém erva de São João, camomila, avelã, majericão e sálvia. Absorve rápido na pele e deixa uma boa textura.

Esses cremes devem ser aplicados de forma semelhante: espalhe um quantidade suficiente do creme a partir dos pés e tornozelos até a parte de baixo da coxa, logo acima do joelho. Massageie com movimentos de baixo para cima, como uma drenagem linfática.

Existem vários cremes para essa finalidade, porém confesso que nunca havia testado por simplesmente não acreditar que funcionassem. Entretanto, como muitas pacientes me pedem orientações para alívio desses sintomas, resolvi testar. Fiquei bastante satisfeita, pois aquela sensação de latejamento ao deitar após 6 horas em pé numa cirurgia foi substituída pelo frescor do creme.

Devo acrescentar que tenho um daqueles “travesseiros anti-varizes”, que elevam os pés, e também faço uso dele sempre que o dia é mais puxado. No dia seguinta, já estava sem dor. Mas, na dúvida, saí de meia elástica…

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Microvarizes, Varizes
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Escleroterapia com espuma na mídia

Escleroterapia com espuma densa substitui cirurgia vascular

Fonte: Correio da Bahia

De acordo com o cirurgião vascular Ítalo Andrade, a técnica consiste na aplicação de soluções detergentes especiais no interior dos vasos

Carmen Vasconcelos
[email protected]

Quando engravidou do primeiro filho, a professora Carmélia Patrícia dos Santos, 43 anos, sentia muitas dores nas pernas. Na época, achava que esse era mais um dos ‘sintomas’ da gravidez. Há cinco anos, no entanto, ela percebeu que as dores só aumentavam, de modo que a impossibilitavam de trabalhar. “Fico muito tempo de pé e o incômodo era tanto que não conseguia permanecer dando aula”, diz.

As varizes da perna eram tão grossas que feriam constantemente e a solução apontada era a cirurgia. Na época, uma amiga que acompanhava a agonia de Patrícia sugeriu um tratamento que prometia acabar com o sofrimento sem a necessidade de um procedimento agressivo ou invasivo: a escleroterapia com espuma densa.

De acordo com o cirurgião vascular Ítalo Andrade, a técnica consiste na aplicação de soluções detergentes especiais no interior dos vasos, irritando a parede da veia, que se fecha. A substância, posteriormente, é absorvida pelo organismo.

“É uma terapia praticamente indolor, com um tratamento que pode variar em sua duração, dependendo de quantas aplicações forem necessárias”, acrescenta. No caso de Patrícia, a técnica surtiu efeito na segunda sessão. “As varizes murcharam e as feridas estão cicatrizadas”, comemora a professora. Ela diz  que ainda precisa tratar outras mais simples. “Sempre fui muito frouxa para sala de operações, então a escleroterapia foi a solução perfeita”, completa.

Mais que um problema estético, as varizes ou doença varicosa atingem homens e mulheres, embora essas últimas sofram mais com o problema em virtude das variações hormonais. Quando não tratadas adequadamente, essas veias trazem dores, sangramentos, ulcerações (feridas) e podem até mesmo chegar a uma trombose, quando há um rompimento das veias.

Ítalo Andrade ressalta que muitos fatores da vida contemporânea como a obesidade, o sedentarismo, o uso de anticoncepcionais ajudam a aumentar o problema, que é mais comum nos maiores de 35 anos, mas também pode iniciar na adolescência, especialmente nas mulheres.

O médico lembra que como o sedentarismo é um dos causadores da doença varicosa, é importante que as pessoas rejeitem mitos, como o que diz que pegar peso na academia nas pernas ou usar saltos contribuem para o aparecimento de varizes ou vasos. “A prática de exercício é recomendável, inclusive, porque ajuda a melhorar a circulação sanguínea, já os saltos comprometem a estrutura muscular e esquelética, sem interferência na parte circulatória”, esclarece. Ele afirma que a prática de musculação com pesos maiores só não é recomendada para aqueles casos cujas varizes estejam muito dilatadas.

“No entanto, existem casos que mesmo os vasinhos pequenos já causam ardor e incômodo”, destaca. A genética é a principal responsável pelo surgimento dos indesejáveis vasinhos, que, cientificamente, são denominados de teleangectasias. Para tratá-los, a indicação de tratamento é a escleroterapia convencional, também conhecida como aplicação e que também é realizada no consultório, sem a necessidade de internação ou anestesia.

Na escleroterapia com espuma densa, cada aplicação pode durar uma média de 10 minutos e o custo é muito inferior ao da cirurgia. A estimativa é que o tratamento completo gire numa média de R$ 1 mil. A indicação é voltada especificamente para as veias de grosso calibre e para pessoas que não querem ser submetidas a cirurgias ou não podem, como o caso de pacientes portadores de diabetes ou idosos.

Os sinais do aparecimento das varizes, geralmente, são o cansaço nas pernas, a sensação de peso nos membros inferiores, além da mudança na cor e consistência da pele,  que pode também apresentar ferimentos.

O médico explica, no entanto, que nem todo surgimento de vasos progride para as varizes com grosso calibre. “Por vezes, os vasinhos aparecem e se estabilizam”, diz, acrescentando que a avaliação deve ser feita sempre por um angiologista ou um cirurgião vascular.

Preparo da espuma para aplicação

Comentários:

Provavelmente devido a um erro de digitação, foi erroneamente explicado no texto que a trombose é o rompimento de uma veia. Esclareço que a trombose é, na verdade, a formação de um coágulo no interior de um vaso, no caso, uma veia. Esse coágulo pode ser formar dentro de uma veia superficial dilatada, presente em grande número nos pacientes com varizes, e progredir para uma veia profunda, chamada trombose venosa profunda, que é um quadro potencialmente grave.

Vale lembrar que a técnica de escleroterapia com espuma não é a técnica padrão para o tratamento de varizes calibrosas. Para esses casos, a cirurgia ainda permanece a alternativa mais recomendada. Entretanto, o uso de espuma tem proporcionado bons resultados para aqueles que não querem ou não podem se submeter ao tratamento convencional. Como foi bem esclarecido no texto, a avaliação da melhor técnica de tratamento bem como a sua execução deve sempre ser feita por um cirurgião vascular.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Microvarizes, Serviços
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Projeto “Pernas mais bonitas” para o Verão 2013

Durante os meses mais quentes do ano, muitas pacientes abandonam o tratamento de varizes por motivos de férias, viagens, banhos-de-sol, dificuldade de uso de meias elásticas pelo calor… Enfim, motivos não faltam, embora seja perfeitamente possível seguir o tratamento desde que se esteja disposta a tomar alguns cuidados.

Entretanto, para quem tem se incomodado com as varizes em suas pernas, seja por motivo estético ou não, a queda das temperaturas abre caminho para iniciar o tratamento das varizes. E quanto antes melhor, já que é um tratamento demorado, que exige dedicação e perseverança por muitos meses, em alguns casos (depende de quanto tempo você deixar as varizes crescerem descontroladamente em suas pernas).

Por se tratar de um problema crônico para o qual não há cura, o tratamento de varizes deve ser contínuo. Se você fez um tratamento há algum tempo e novas varizes apareceram, isso não deve desmotivá-la a realizar um outro tratamento. Ao contrário, deve estimulá-la a procurar ajuda o mais rápido possível, antes que as varizes voltema lhe causar o mesmo desconforto de antes.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Microvarizes, Varizes
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Como lidar com as pernas inchadas nas férias de verão?

Com a aproximação do verão, sobem as temperaturas e alguns sintomas circulatórios se intensificam, principalmente o inchaço das pernas. Isso é observado principalmente naqueles que trabalham muito tempo sentados ou em pé na mesma posição, e por quem passa por uma viagem longa, seja ela de avião, carro ou ônibus.

Quando o corpo é exposto à temperatura elevada, as veias do corpo se dilatam, o que pode causar inchaço, formigamento, sensação de peso e dor nas pernas e nos pés, ainda que não existam varizes visíveis. Na maioria dos casos, não há qualquer problema que necessite correção através de cirurgia, e apenas medidas clínicas podem ser utilizadas.

As dicas abaixo relacionadas devem ser seguidas durante todo o ano, mas ,em especial, nas épocas de grande calor.

  • Aumente a ingestão de líquidos, principalmente água.
  • Diminua o consumo de sal nas refeições, pois ele favorece a retenção de líquidos
  • Controle o excesso de peso: o aumento do volume abdominal sobrecarrega o sistema venoso.
  • Fortaleça a musculatura da panturrilha (batata da perna): pratique atividade física específica para o fortalecimento dessa região ao menos 3 vezes por semana, pois ela contribui para o bom funcionamento da circulação.
  • Em repouso, eleve as pernas para favorecer a regressão do inchaço.
  • Evite permanecer muito tempo em ambientes com temperaturas elevadas

Nos casos de viagens longas, que exigem longos período na posição sentada, algumas dicas adicionais podem ser seguidas:

  • faça movimentos circulares com os pés e tornozelos e para cima e para baixo, a fim de estimular a circulação sanguínea;
  • vista roupas leves e confortáveis;
  • em viagens longas de avião, procure caminhar no corredor, passear e ficar em pé por alguns momentos;
  • em viagens de ônibus, fique em uma posição confortável e aproveite as paradas para caminhar;
  • em viagens de carro, é recomendável parar a cada duas horas, descer do carro, alongar o corpo e caminhar um pouco;

O uso de meias elásticas também auxiliam no controle do inchaço. Elas podem ser utilizadas diariamente ou especificamente para viagens e outras situações especiais, mas sempre sob orientação médica.

É importante a avaliação de um médico especialista em Cirurgia Vascular para verificar as causas dos sintomas e a melhor forma de tratamento.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

“Médicos divulgam novas orientações sobre meias compressoras”

“Médicos divulgam novas orientações sobre meias compressoras”

Entidade divulga diretrizes para ajudar médicos a prescrever tratamento.
Meias são úteis para levar sangue ao coração em pessoas com varizes.
Do G1, em São Paulo

17/10/2011 07h00

Médicos divulgaram novas recomendações para o uso da meia compressora em tratamentos de doenças vasculares, durante congresso médico realizado em São Paulo em outubro. O conjunto de orientações foi reunido após consulta a 142 especialistas, durante dois anos.

O objetivo da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) ao revelar as recomendações é padronizar o atendimento médico que utilizar as meias elásticas.

A meia elástica é útil para fazer o sangue retornar ao coração e é indicada para pessoas que tenham varizes e inchaço nas pernas. Os especialistas afirmam que o uso das meia reduz as dores, mas não impede o aparecimento das marcas.

Uma das diretrizes prega que, para prescrever a meia elástica no tratamento de varizes, os médicos devem saber a compressão exata de que o paciente precisa, o melhor modelo (3/4, 7/8, meia tipo calça) e o tamanho da perna. Cada paciente precisa ter a sua própria indicação e os médicos rechaçam a prática de emprestar meias de outras pessoas.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/10/medicos-divulgam-novas-orientacoes-sobre-meias-compressoras.html

Comentário da Dra. Ana Carolina:

Muitos pacientes portadores de doença venosa resistem ao uso adequado das meias elásticas, mesmo após tratamento com cirurgia ou cicatrização de feridas. Grande parte dessa dificuldade se deve ao nosso clima (usá-las no verão não é tarefa fácil mesmo para os mais disciplinados) e também pelo aspecto inestético da maioria das meias disponíveis no mercado.

As novas diretrizes reforçam os benefícios do uso das meias nos pacientes portadores de doença venosa em diferentes situações e também em gestantes, como forma de tratar sintomas de dores nas perna e inchaço.

Também foi discutido o uso de meias elásticas após as sessões de escleroterapia. Há estudos divergentes na literatura quanto a esssa prática e a pesquisa que embasou essa recomendação atual se fundamenta em questionário de avaliação dos próprios pacientes tratados. Embora a avaliação subjetiva de resultados deva sempre despertar alguma desconfiança, esse resultado sugere que a avaliação deve ocorrer caso a caso.

Entretanto, uma prática comum foi condenada no texto das novas diretrizes: o uso de meia elástica sem indicação médica. A facilidade de compra dessas meias em farmácias ou lojas de departamentos permite que pessoas comprem essas meias sem nenhuma avaliação ou orientação. É importante lembrar que o uso de meia elástica tem indicações específicas e deve sempre ser orientado por médico especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular.

Dra. Ana Carolina Freire Costa, médica (CRM/RS 32837)