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Quando devo procurar um cirurgião vascular para tratar minhas varizes?

Muitos pessoas têm dúvidas sobre quando é realmente necessário procurar um cirurgião vascular para tratar suas varizes. Embora as questões estéticas possam motivar a busca pelo tratamento, há muitos que não se importam com o prejuízo estético que as varizes possam lhe causar. Nesses casos, elenco abaixo alterações que devem ser avaliadas por um cirurgião vascular:

  • Varizes sem fatores desencadeantes e com sintomas ou varizes recorrentes mesmo após tratamento (sintomas podem ser: dor, inchaço, etc).
  • Alterações da pele das pernas, como escurecimento, vermelhidão, manchas brancas.
  • Tromboflebites (caracterizadas pelo surgimento de veias endurecidas e dolorosas).
  • Úlcera venosa que não cicatriza em 2 semanas.
  • Úlcera venosa cicatrizada.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

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Novidades do tratamento da Trombose Venosa Profunda

Durante muitos anos, os antagonistas da vitamina K (Ex. Marevan, Varfarina, Marcoumar, etc), a heparina não-fraccionada e a heparina de baixo peso molecular eram as únicas drogas anticoagulantes disponíveis para a prevenção e tratamento da trombose venosa profunda e tantas outras doenças decorrentes da formação de coágulos na circulação. No entanto, seus benefícios foram associados a desvantagens, tais como a administração subcutânea ou a necessidade de monitoramento frequente com exames de sangue para coagulação. Havia a necessidade de desenvolver novos medicamentos que simplificassem o tratamento sem perder a eficácia. Rivaroxaban e Dabigatrana são drogas que estão agora disponíveis em alguns países para o tratamento da trombose. Além disso, esses medicamentos apresentam potencial para a prevenção de AVC (derrame) em pacientes com fibrilação atrial, o tratamento de tromboembolismo venoso e prevenção de eventos secundários em síndrome coronariana aguda.

O Rivaroxaban, disponível no mercado brasileiro como Xarelto R, é um inibidor oral direto do fator Xa, uma proteína específica do sistema de coagulação. Já a Dabigatrana inibe a trombinha, uma proteína envolvida na ativação da coagulação. A varfarina bloqueia a vitamina K e, assim, interfere na produção de fatores de coagulação, o que explica sua demora para início de ação e necessidade de associação com as heparinas.

Por apresentarem uma ação mais específica no sistema de coagulação e menos sujeita à interação com outros agentes, houve certo entusiasmo devido à previsibilidade da ação desses medicamentos, o que remove a necessidade de controles laboratoriais frequentes dos pacientes.

Tanto o Rivaroxaban quanto a Dabigatrana foram apresentados a médicos e pacientes como a primeira oportunidade em 60 anos de substituir a varfarina, uma droga que sabidamente apresenta vários riscos relacionados ao seu uso e que, por isso, necessidade de controle rigoroso através de exames de sangue, além de impor uma série de limitações com relação a outros medicamentos e mesmo alimentos aos pacientes em tratamento.

Entretanto, a ocorrência de sangramentos graves e fatais relacionados ao uso dessas novas drogas, em especial a Dabigatrana, levaram muitos médicos a hesitar em usá-las. As complicações se devem normalmente ao efeito hemorrágico das medicações, que também é comum aos seus antecessores, tanto heparina quanto varfarina e femprocumona. Entretanto, a ausência de um antídoto eficaz para essas novas medicações é que preocupa os médicos e causa desconforto e pressa na indústria farmacêutica.

Não pretendo aqui desencorajar o uso dessas novas medicações. Pelo contrário!!! Acredito que são um grande avanço e tenho usado Xarelto com boa adaptação em alguns pacientes. A Dabigatrana ainda não apresenta estudos definitivos para as doenças normalmente tratadas pelo cirurgião vascular e, por isso, não a utilizei até o momento. Certamente a facilidade de uso, acerto de dose e a apresentação em comprimidos, ao invés das injeções de heparina, revolucionaram o tratamento da trombose venosa profunda e de sua prevenção no período pós-operatório de diversas cirurgias. Mas os estudos clínicos realizados demonstraram que essas facilidades não devem incitar o acompanhamento relapso do paciente e a falta de uso criterioso e responsável. Para aqueles pacientes que usam anticoagulantes atualmente, essas novas alternativas devem ser discutidos com seus médicos.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

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Novidades em anticoagulação oral

Estudo: Anticoagulante oral é eficaz contra embolia pulmonar.

Fonte: www.terra.com.br

Um novo anticoagulante por via oral fabricado pela gigante farmacêutica alemã Bayer demonstrou ser tão eficaz e seguro quanto outros tratamentos injetáveis para evitar embolias pulmonares, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira.

O medicamento Xarelto (rivaroxaban) foi testado como terapia para prevenir ou tratar o tromboembolismo venoso (TEV), o terceiro tipo mais comum da doença cardiovascular, que pode afetar as pernas e os pulmões.

A embolia pulmonar, provocada por coágulos nos pulmões, é a terceira causa de morte em hospitais dos Estados Unidos. O estudo, feito com quase 5 mil pessoas em 38 países no âmbito de um teste clínico internacional de fase 3 concluiu que a pílula é mais fácil de administrar do que a terapia padrão de duas injeções do anticoagulante enoxaparina, seguidas de um antagonista da vitamina K, outro anticoagulante.

Também provou ser mais seguro em termos de prevenção de hemorragias graves, disse o principal cientista responsável pelo estudo, Harry Buller, professor de medicina vascular do Centro Médico Acadêmico de Amsterdã.

Buller disse em um comunicado que o rivaroxaban “é tão eficaz quanto o tratamento padrão para a embolia pulmonar” e destacou a simplicidade de sua administração por via oral. Todos os participantes do estudo foram diagnosticados com embolia pulmonar e um quarto também tinha coágulos nas pernas.

O grupo da pílula tomou o medicamento por via oral duas vezes por dia durante três semanas e depois uma vez por dia durante o restante do estudo, que durou entre 3 e 12 meses e foi considerado apropriado para vários tipos de pacientes.

O outro grupo recebeu duas injeções de enoxaparina por dia durante cinco dias, seguidas de injeções de vitamina K. As descobertas permitiriam oferecer um tratamento mais simples aos pacientes, embora a terapia padrão de injeções seja eficaz contra a trombose em quase 90% dos casos. O rivaroxaban foi aprovado pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos para prevenir coágulos em pacientes que se submeteram a cirurgias de quadril ou de joelhos.

Os últimos dados do teste clínico, conhecido como EINSTEIN-EP e patrocinado pelas farmacêuticas Bayer e Janssen Pharmaceuticals, foram apresentados na conferência da American College of Cardiology (ACC, na sigla em inglês), celebrada em Chicago. Mais detalhes foram divulgados na edição online da publicação especializada New England Journal of Medicine.

Comentários:

Recentemente os estudos da indútria farmacêutica se voltaram ao desenvolvimento de medicações que facilitassem o manejo dos pacientes que necessitam de tratamento de anticoagulação oral, popularmente conhecido como “afinar o sangue”.  O uso crônico de anticoagulante exige grande cooperação e dedicação do paciente, o que nem sempre é possível quando lidamos com grandes contingentes populacionais e diversidade sócio-econômico-cultural. O advento de novos anticoagulante de controle mais simples trouxe grande euforia à classe médica e, principalmente, aos pacientes. Entretanto, é preciso ressaltar que o uso desses novos anticoagulantes apenas foi aprovado até o momento para uso profilático em pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas e, recentemente, para portadores de arritmia cardíaca tipo fibrilação atrial. O uso em pacientes para tratamento de embolia pulmonar e trombose venosa profunda ainda não apresenta evidência científica inequívoca. Aguardamos os resultados de mais estudos em andamento para estabelecer os limites preciso dessa nova prática na medicina.