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Qual a melhor opção de cirurgia para varizes?

Recentemente foram publicadas novas recomendações para o tratamento de varizes pela NICE (National Institute foi Health and Care Excellence), instituição inglesa que define diretrizes para tratamentos médicos baseadas nos estudos mais relevantes publicados até o momento.

Ilustração de tratamento de veia safena com laser

Acompanhando a evolução tecnológica por que passou a cirurgia de varizes nos últimos anos, ficou definido que a cirurgia com uso de laser ou radiofrequência é o melhor método atualmente para o tratamento de veias tronculares (como a safena). As opções de espuma e cirurgia convencional só devem ser oferecidos ao paciente na impossibilidade de realizar a cirurgia com laser ou radiofrequência. Além disso, o tratamento conservador apenas com o uso de meias elásticas foi definido como potencialmente nocivo ao paciente, e apenas deve ser aplicado na impossibilidade de realizar qualquer intervenção cirúrgica.

É importante salientar que essas orientações se aplicam apenas ao tratamento de veias como as safenas e não às varizes superficiais comumente salientes nas pernas. Para o tratamento dessas veias, a microcirurgia com pequenas incisões permanece o tratamento proposto, e não há qualquer evidência de que a aplicação com espuma seja superior.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Varizes
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Dúvidas frequentes sobre meias elásticas

O uso das meias elásticas melhora o fluxo de sangue nas pernas. Essas meias comprimem delicadamente suas pernas para forçar o sangue nas suas pernas em direção ao coração. Isso ajuda a evitar inchaço nas pernas e, em menor grau, a formação de coágulos sanguíneos (trombose).

As meias , ou meias de compressão, podem ser indicadas pelo médico se o paciente apresentar varizes, vasinhos ou mesmo para aqueles que estiverem se recuperando de cirurgias.

As meias elásticas auxiliam no tratamento de:

  • Dor e sensação de peso nas pernas
  • Inchaço nas pernas
  • Prevenção da trombose, especialmente após cirurgias ou lesões que causem imobilização

Tipos de meias de compressão

Existem várias meias de compressão. O ideal é que seu uso seja orientado por um médico de acordo com as particularidades de cada caso. Há diversos tipos de meias elásticas, que diferem de acordo com o grau de compressão (suave, média ou alta), comprimento (3/4, 7/8, meia-calça, etc.) e cores.

É muito frequente que os pacientes se queixem de da dificuldade em usar as meias por questões estéticas. Entretanto, hoje temos meias mais bonitas e confortáveis, como a Ever Sheer da Sigvaris e a Sheer Soft da Medi.

Onde comprar as meias elásticas

As meias de suave compressão podem ser adquiridas em algumas farmácias e até mesmo lojas de departamento. Já as meias de média e alta compressão podem ser encontradas em casas especializadas.

Como usar as meias de compressão

As meias de compressão devem ser usadas durante todo o dia. A pressão deve ser forte o suficiente para ser percebida pelo paciente, sendo mais intensa no tornozelo e menor na parte de cima da perna.

Como calçar as meias de compressão

  • As meias devem ser vestidas ainda de manhã antes de sair da cama. As suas pernas normalmente ainda não estão inchadas no início da manhã.
  • Segure a parte superior da meia e enrole até o calcanhar.
  • Coloque o seu pé na meia, tanto quanto você puder. Posicione o seu calcanhar no calcanhar da meia.
  • Puxe toda a meia para cima do tornozelo e desenrole-a sobre sua perna.
  • Quando a parte superior da meia já estiver no lugar, puxe o tecido para desfazer as dobras – cuidado com as unhas, anéis e relógios que podem puxar o fio.
  • Não deixe que fiquem dobras na meia .
  • Meias 3/4 devem chegar a dois dedos abaixo da curva do joelho.

Algumas dicas podem ajudar a colocação das meias:

  • Se você usar loção em suas pernas, deixe-a secar antes de colocar as meias.
  • O uso de talco nas pernas pode ajudar as meias a deslizar para cima.
  • Use luvas de borracha para ajudar a colocação.
  • Para meias sem ponteira, use um dispositivo especial para deslizar a meia sobre o seu pé.

Lave suas meias diariamente

  • Lave as meias todos os dias com água e sabão neutro. Deixe secar naturalmente.
  • Se você puder, tenha dois pares. Alternar os pares a cada dia, enquanto o outro é lavado.
  • Troque suas meias a cada 3-6 meses, pois o tecido acaba por perder seu poder de compressão.

Lembre-se:

Embora a pressão deva ser percebida por quem usa a meia, ela não deve ser desconfortável. Se houver qualquer desconforto, o médico deve ser consultado. Pode haver tipos diferentes de meias que se adaptem melhor às suas pernas. Não deixe de usar suas meias sem comunicar seu médico

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Varizes
Physiotherapist working with patient.

Como prevenir as varizes

Muitos pacientes procuram o consultório na busca por orientações sobre como prevenir as temidas varizes. Entretanto, não há uma fórmula para isso. Apesar de conhecermos formas de evitar o surgimento das complicações da doença venosa, como a úlcera varicosa, até o momento, não há publicação científica que tenha demonstrado uma forma eficaz de evitar o surgimento da doença venosa.

Embora seja inevitável que algumas pessoas desenvolvam varizes devido a fatores de influência genética ou hormonal, há algumas medidas gerais que beneficiam a circulação e que devem ser seguidas.

Inicialmente, é necessário entender que as varizes são veias cujas válvulas são incompetentes, o que permite sua dilatação com o sangue estagnado. Elas tornaram-se calibrosas, tortuosas e visíveis através da pele. As válvulas normalmente impedem o fluxo retrógrado de sangue dentro dos vasos sanguíneos  e mantém o fluxo de sangue de volta para o coração. No entanto, quando essas válvulas tornam-se fracas , elas se tornam incapazes de impedir o fluxo de sangue para trás. As válvulas nas veias das pernas são particularmente propensas a esse enfraquecimento, pois elas têm que contrapor as forças da gravidade para manter o sangue fluindo de volta para o coração.

Assim, já é possível compreender algumas das dicas abaixo.

Dicas de Prevenção de varizes

  • Evite permanecer em pé por longos períodos de tempo sem descanso. Isso causará uma pressão desnecessária sobre as pernas, enfraquecendo as válvulas das veias. O mesmo vale para permanecer sentado por longos períodos de tempo sem se levantar de vez em quando, pois vai incentivar a estase de sangue no sistema venoso da perna.
  • Pratique exercícios físicos regularmente. Incorpore atividades que mantenham a sua frequência cardíaca elevada, bem como atividades que promovam o desenvolvimento muscular das panturrilhas, que atuam como bombas da circulação venosa nas pernas.
  • Controle seu peso. Estar acima do peso ou obeso vai aumentar a pressão sobre suas pernas, contribuindo para o enfraquecimento das válvulas nas pernas. Perder peso vai ajudar a reduzir a quantidade de pressão sentida nas pernas, bem como melhorar o fluxo de sangue por todo o corpo, especialmente nas pernas.
  • Evite roupas apertadas e saltos muito altos. Roupas apertadas, especialmente aquelas apertadas ao redor das pernas, virilhas, coxas e na cintura vão impedir a capacidade de válvulas de efetivamente manter o sangue fluindo. Usar saltos maiores que 7cm por longos períodos de tempo pode aumentar a pressão sobre suas pernas, enfraquecendo as válvulas. Você deve tentar usar sapatos de salto baixo em vez disso, como eles podem não apenas diminuir a quantidade de estresse em suas pernas, mas também ajudar a tonificar os músculos em suas panturrilhas.
    Pare de fumar. Fumar e outras formas de tabaco podem prejudicar a circulação sanguínea e exacerbar a formação de veias varicosas.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Varizes
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Qual a melhor forma de tratar as vasinhos?

Muitas pacientes me questionam sobre o tratamento mais eficaz para os vasinhos. Frequentemente, comparecem à consulta com uma idéia pré-estabelecida baseada em algum programa veiculado na mídia. É comum que venham encantadas com o resultado da injeção de espuma ou do laser. Entretanto, os programas de TV mostram apenas o resultado imediato e não abordam os resultados a longo prazo do tratamento.

A escolha do tratamento mais adequado só pode ser feita após a minuciosa avaliação do paciente, seja apenas na consulta médica, ou ainda através da complementação com exames de ecografia ou outros, que possam ser necessários. Ainda assim, pode haver mais de um tratamento adequado.

Determinados vasinhos podem ser tratados com escleroterapia convencional (a “secagem de vasinhos”) ou por laser, por exemplo. A escolha entre os métodos deve considerar o tipo de pele, tempo disponível para o tratamento, sensibilidade e a preferência do paciente. Acredito que as variáveis devem ser colocadas de maneira clara ao paciente que busca tratamento.

Não existe uma fórmula que funcione para todos. Além disso, um tratamento pode ter um resultado diferente do esperado inicialmente e precisar ser trocado, interrompido ou intensificado. A reavaliação dos resultados deve ocorrer a cada nova sessão.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Microvarizes, Varizes
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Por que tratar os vasinhos?

Com a aproximação do verão, os consultórios de Cirurgia Vascular ficam lotados de pacientes em busca de tratamento para os terríveis vasinhos. Entretanto, o tratamento realizado à pressas logo antes do verão atende apenas a fins estéticos imediatos e, habitualmente, falha em oferecer resultados mais duradouros.

É sabido que novos vasinhos tendem a aparecer com certa frequência, mas os efeitos cosméticos da escleroterapia costumam ser tanto melhores quanto mais completo este tratamento for. Por isso, é importante visitar um cirurgião vascular regularmente e realizar a manutenção do tratamento de varizes e vasinhos.

Apesar dessas orientações, ainda é frequente ver pacientes com quadro avançado de varizes que procuram tratamento apenas quando sentem dor ou surgem feridas. Quando são apenas vasinhos, a opção pelo não-tratamento é ainda mais frequente. Essa postura não antecipa a piora do quadro pelo processo de envelhecimento.

Como quase tudo em nosso corpo, os vasinhos também tendem a piorar com o tempo. E essa evolução é imprevisível. Os vasinhos que hoje causam apenas um ligeiro desconforto estético podem, em alguns anos, provocar dor, sangramento, etc. Entretanto, o processo de envelhecimento pode vir acompanhado de doenças que impedem ou limitam o tratamento dos vasinhos, como a trombose arterial, aterosclerose, diabetes, entre outras. Dessa forma, quando finalmente os vasinhos provocarem sintomas que estimulem a busca pelo tratamento, outras doenças podem impedir sua realização. Assim, um problema aparentemente simples pode ficar sem tratamento.

Portanto, mesmo que as varizes não provoquem desconforto hoje, é importante tratá-las para evitar problemas futuros.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

linfedema, Microvarizes, Trombose Venosa Profunda, Varizes
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Alívio para pernas cansadas

Com essas temperaturas de Verão que tem feito em Porto Alegre em pleno, acabei por ter a oportunidade de testar um produto que só esperava fazê-lo lá por dezembro. Fui chamada para auxiliar uma cirurgia cardíaca de urgência e, claro, estava sem minhas meias elásticas aquele dia. Resultado: pernas MUITO cansadas. Foi então que, ao chegar em casa, resolvi testar o Clarins Lait Jambes Lourdes.

Trata-se de um dos produtos mais tradicionais nessa linha de cremes para aliviar os sintomas de “pernas pesadas”, como o próprio nome já sugere. O cheiro é agradável e não é muito forte, se considerarmos que esses produtos sempre tem o cheiro de menta bem presente. Contém erva de São João, camomila, avelã, majericão e sálvia. Absorve rápido na pele e deixa uma boa textura.

Esses cremes devem ser aplicados de forma semelhante: espalhe um quantidade suficiente do creme a partir dos pés e tornozelos até a parte de baixo da coxa, logo acima do joelho. Massageie com movimentos de baixo para cima, como uma drenagem linfática.

Existem vários cremes para essa finalidade, porém confesso que nunca havia testado por simplesmente não acreditar que funcionassem. Entretanto, como muitas pacientes me pedem orientações para alívio desses sintomas, resolvi testar. Fiquei bastante satisfeita, pois aquela sensação de latejamento ao deitar após 6 horas em pé numa cirurgia foi substituída pelo frescor do creme.

Devo acrescentar que tenho um daqueles “travesseiros anti-varizes”, que elevam os pés, e também faço uso dele sempre que o dia é mais puxado. No dia seguinta, já estava sem dor. Mas, na dúvida, saí de meia elástica…

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

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Tratamento de Varizes Pélvicas

“Embolização”é a ténica que trata as Varizes Pélvicas

Fonte: www.segs.com.br

A dor pélvica gera problemas psicológicos, como depressão e perda da auto estima

Até então pouco conhecido e pouco valorizado quando o assunto é Varizes Pélvicas, mas o diagnóstico e o interesse nas varizes pélvicas vem aumentando entre os cirurgiões vasculares e ginecologistas.

As varizes pélvicas são reconhecidas pelo aumento do diâmetro das veias que envolvem a parte externa do útero e dos ovários e está ligada à fragilidade do sistema vascular. A doença é diagnosticada através do exame de ultrassom pélvico e ou transvaginal.

No Brasil ainda há poucos estudos de prevalência dessa doença, porém nos Estados Unidos e Europa estima-se que em torno de 15% da população tem a doença.

Segundo o Dr. José João Lopes, cirurgião vascular e angiologista, pós-graduado em Angiologia e Cirurgia Vascular, a queixa principal das mulheres quanto a varizes pélvicas é a dor e o desconforto pélvico relacionados a fase pré menstrual e durante a relação sexual, caso este, que leva a problemas emocionais e até a perda da auto-estima. “Acredita-se que com os novos meios de diagnóstico e tratamento, muitos dos casos sintomáticos serão diagnosticados e tratados. O diagnóstico é feito quando a mulher relata estes sintomas e é confirmado pelo ultrassom pélvico e transvaginal” , afirma.

A técnica mais moderna e que dá melhor resultado é a  “embolização”, que é a colocação de pequenas molas dentro de veias pélvicas realizadas por cateterismo, através de uma simples punção em veia na região da virilha e que não precisa de internação hospitalar (tratamento endovascular).

Muitas mulheres que sentem dor no ato sexual e não se encontra a causa, podem ter varizes pélvicas. Às vezes quem têm varizes pélvicas também têm varizes vulvares ou na região da coxa indo para a nádega. “Fluxo menstrual anormal e sensação de cansaço ou dor em pé com piora no final do dia podem ser sinal da presença de varizes pélvicas”, afirma Dr. José João.

O médico explica que as causas mais frequentes das varizes pélvicas são: dores na região pélvica, desconforto durante e após a relação sexual, fragilidade do sistema vascular, hereditariedade, sedentarismo, distúrbios hormonais, aumento da vontade de urinar, sensação de peso nas pernas agravado no período pré-menstrual, corrimento anormal, cólica inexplicável e sangramento menstrual exagerado.

A maioria das pessoas dá pouca importância ao fato. O Dr. José João Lopes esclarece que o tratamento é simples e não precisa internação. Pode estar associado a múltiplas gestações e geralmente atinge mulheres acima de 30 anos. Muitas delas, por não terem sido diagnosticadas e, consequentemente, não tratadas têm frigidez secundária.

Comentários:

Há alguns anos, o tratamento das varizes pélvicas era considerado extremamente arriscado pela maioria dos médicos. Poucos eram os cirurgiões que se sentiam confortáveis a realizá-lo ou mesmo a indicar a seus pacientes. Tanto receio acabou tornando esse diagnóstico quase desconhecido de alguns médicos que, na impossilidade de propor um tratamento efetivo, já nem sequer o pesquisavam. Não é incomum encontrar mulheres que passaram anos em sofrimento por dores adbominais relacionadas às varizes pélvicas sem que qualquer tratamento eficaz fosse proposto.

Entretanto, com o avanço da cirurgia endovascular, o tratamento das varizes pélvicas se tornou mais simples e factível em grande número de pacientes. Sua indicação deve sempre estar embasada na avaliação combinada de especialistas, principalmente o ginecologista, para chegar aos melhores resultados.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

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Cirurgia de Varizes a laser: a melhor opção?

Tratamento de varizes com laser se destaca como procedimento minimamente invasivo

Fonte: www.segs.com.br

Vanessa Peres

A técnica conta com anestesia local e recuperação em 48 horas

Quem sofre com os problemas causados pelas varizes, não precisa obrigatoriamente passar por cirurgias complicadas, que necessitam de internação e posteriormente um longo período de repouso. Atualmente, há médicos vasculares que oferecem aos seus pacientes o tratamento de varizes com laser. Luiz Marcelo Viarengo, especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), iniciou de forma pioneira no Brasil o tratamento de varizes através do método conhecido como Laser Endovenoso ou EVLT (Endovenous Laser Treatment) e afirma que a técnica exige apenas anestesia local e é bem aceita, podendo inclusive, ser realizada em pacientes com úlcera ativa.

“O procedimento consiste na introdução de uma fibra óptica condutora de laser  no interior da veia varicosa, especialmente as safenas, através de uma punção dirigida por ultrassom”, explica o médico. Dessa forma, com a orientação de imagens geradas pelo equipamento, o laser é disparado no interior da veia, produzindo seu fechamento. “Esta técnica permite o tratamento das varizes mesmo  em pacientes de pele negra, idade avançada  ou  com graves alterações tróficas na pele, tais como fibroses cicatriciais, dermatosclerose (enrijecimento e perda de elasticidade da pele) e úlceras em atividade”, pondera o especialista.

O tratamento das varizes com laser (EVLT) se diferencia por não haver a retirada da veia insuficiente, e sim o tratamento endovenoso, causando a lesão da parede e seu fechamento. Viarengo diz que deste modo, este procedimento apresenta três principais diferenças em relação à cirurgia convencional: é realizado com anestesia local, em caráter ambulatorial (sem a necessidade de internação) e não requer repouso após o procedimento. “Em cerca de 48 horas o paciente já pode voltar às suas atividades normalmente, solicitamos apenas que ande bastante, para facilitar e auxiliar na melhora da circulação”, recomenda.

A porcentagem de pessoas portadoras de varizes é elevada em todo o mundo, mas de acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, ela varia entre os países e de acordo com a idade. No Brasil, aos 70 anos, cerca de 70% dos indivíduos apresentam algum tipo de varizes, já entre os 30 e 40 anos esta taxa cai para 20% no caso das mulheres e 3% para os homens. “É um problema que é quatro vezes mais frequente nas mulheres”, completa Luiz Marcelo Viarengo, alertando que a falta de tratamento preventivo e corretivo das varizes pode agravar a situação. “Portanto não se trata apenas de um cuidado estético”, reitera.

Aos primeiros sinais de cansaço nas pernas, aparecimento de manchas de cores escuras, inchaço no tornozelo ou infecção da pele da perna é preciso procurar um médico vascular. De acordo com o especialista, o tratamento adequado e preventivo evita complicações circulatórias. “O problema pode levar ao surgimento de úlceras venosas (lesões da pele de difícil cicatrização) ou tromboses (doença causada pela formação de coágulo sanguíneo), por isso o paciente deve procurar uma orientação médica o quanto antes”.

Viarengo afirma ainda que caso seja necessário recorrer à cirurgia, tanto a convencional quanto a laser apresentam ótimos resultados. Basta que sejam bem indicadas e realizadas por profissionais treinados e competentes.

 



 

Comentário:

O uso do laser endovascular modernizou o tratamento cirúrgico das varizes e o tornou menos agressivo. É necessário ressaltar que, como os resultados da cirurgia convencional de varizes são muito bons na grande maioria dos casos, ela permanece o tratamento padrão até os dias de hoje. Entretanto, não se pode negar vantagens óbvias da cirurgia a laser, entre elas o retorno precoce às atividades habituais e menor trauma pós-cirúrgico local. Contudo, o uso do laser em cirurgia de varizes tem indicações específicas e só deverá ser realizado sob orientação de um cirurgião vascular.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

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Escleroterapia com espuma na mídia

Escleroterapia com espuma densa substitui cirurgia vascular

Fonte: Correio da Bahia

De acordo com o cirurgião vascular Ítalo Andrade, a técnica consiste na aplicação de soluções detergentes especiais no interior dos vasos

Carmen Vasconcelos
[email protected]

Quando engravidou do primeiro filho, a professora Carmélia Patrícia dos Santos, 43 anos, sentia muitas dores nas pernas. Na época, achava que esse era mais um dos ‘sintomas’ da gravidez. Há cinco anos, no entanto, ela percebeu que as dores só aumentavam, de modo que a impossibilitavam de trabalhar. “Fico muito tempo de pé e o incômodo era tanto que não conseguia permanecer dando aula”, diz.

As varizes da perna eram tão grossas que feriam constantemente e a solução apontada era a cirurgia. Na época, uma amiga que acompanhava a agonia de Patrícia sugeriu um tratamento que prometia acabar com o sofrimento sem a necessidade de um procedimento agressivo ou invasivo: a escleroterapia com espuma densa.

De acordo com o cirurgião vascular Ítalo Andrade, a técnica consiste na aplicação de soluções detergentes especiais no interior dos vasos, irritando a parede da veia, que se fecha. A substância, posteriormente, é absorvida pelo organismo.

“É uma terapia praticamente indolor, com um tratamento que pode variar em sua duração, dependendo de quantas aplicações forem necessárias”, acrescenta. No caso de Patrícia, a técnica surtiu efeito na segunda sessão. “As varizes murcharam e as feridas estão cicatrizadas”, comemora a professora. Ela diz  que ainda precisa tratar outras mais simples. “Sempre fui muito frouxa para sala de operações, então a escleroterapia foi a solução perfeita”, completa.

Mais que um problema estético, as varizes ou doença varicosa atingem homens e mulheres, embora essas últimas sofram mais com o problema em virtude das variações hormonais. Quando não tratadas adequadamente, essas veias trazem dores, sangramentos, ulcerações (feridas) e podem até mesmo chegar a uma trombose, quando há um rompimento das veias.

Ítalo Andrade ressalta que muitos fatores da vida contemporânea como a obesidade, o sedentarismo, o uso de anticoncepcionais ajudam a aumentar o problema, que é mais comum nos maiores de 35 anos, mas também pode iniciar na adolescência, especialmente nas mulheres.

O médico lembra que como o sedentarismo é um dos causadores da doença varicosa, é importante que as pessoas rejeitem mitos, como o que diz que pegar peso na academia nas pernas ou usar saltos contribuem para o aparecimento de varizes ou vasos. “A prática de exercício é recomendável, inclusive, porque ajuda a melhorar a circulação sanguínea, já os saltos comprometem a estrutura muscular e esquelética, sem interferência na parte circulatória”, esclarece. Ele afirma que a prática de musculação com pesos maiores só não é recomendada para aqueles casos cujas varizes estejam muito dilatadas.

“No entanto, existem casos que mesmo os vasinhos pequenos já causam ardor e incômodo”, destaca. A genética é a principal responsável pelo surgimento dos indesejáveis vasinhos, que, cientificamente, são denominados de teleangectasias. Para tratá-los, a indicação de tratamento é a escleroterapia convencional, também conhecida como aplicação e que também é realizada no consultório, sem a necessidade de internação ou anestesia.

Na escleroterapia com espuma densa, cada aplicação pode durar uma média de 10 minutos e o custo é muito inferior ao da cirurgia. A estimativa é que o tratamento completo gire numa média de R$ 1 mil. A indicação é voltada especificamente para as veias de grosso calibre e para pessoas que não querem ser submetidas a cirurgias ou não podem, como o caso de pacientes portadores de diabetes ou idosos.

Os sinais do aparecimento das varizes, geralmente, são o cansaço nas pernas, a sensação de peso nos membros inferiores, além da mudança na cor e consistência da pele,  que pode também apresentar ferimentos.

O médico explica, no entanto, que nem todo surgimento de vasos progride para as varizes com grosso calibre. “Por vezes, os vasinhos aparecem e se estabilizam”, diz, acrescentando que a avaliação deve ser feita sempre por um angiologista ou um cirurgião vascular.

Preparo da espuma para aplicação

Comentários:

Provavelmente devido a um erro de digitação, foi erroneamente explicado no texto que a trombose é o rompimento de uma veia. Esclareço que a trombose é, na verdade, a formação de um coágulo no interior de um vaso, no caso, uma veia. Esse coágulo pode ser formar dentro de uma veia superficial dilatada, presente em grande número nos pacientes com varizes, e progredir para uma veia profunda, chamada trombose venosa profunda, que é um quadro potencialmente grave.

Vale lembrar que a técnica de escleroterapia com espuma não é a técnica padrão para o tratamento de varizes calibrosas. Para esses casos, a cirurgia ainda permanece a alternativa mais recomendada. Entretanto, o uso de espuma tem proporcionado bons resultados para aqueles que não querem ou não podem se submeter ao tratamento convencional. Como foi bem esclarecido no texto, a avaliação da melhor técnica de tratamento bem como a sua execução deve sempre ser feita por um cirurgião vascular.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

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Como lidar com as pernas inchadas nas férias de verão?

Com a aproximação do verão, sobem as temperaturas e alguns sintomas circulatórios se intensificam, principalmente o inchaço das pernas. Isso é observado principalmente naqueles que trabalham muito tempo sentados ou em pé na mesma posição, e por quem passa por uma viagem longa, seja ela de avião, carro ou ônibus.

Quando o corpo é exposto à temperatura elevada, as veias do corpo se dilatam, o que pode causar inchaço, formigamento, sensação de peso e dor nas pernas e nos pés, ainda que não existam varizes visíveis. Na maioria dos casos, não há qualquer problema que necessite correção através de cirurgia, e apenas medidas clínicas podem ser utilizadas.

As dicas abaixo relacionadas devem ser seguidas durante todo o ano, mas ,em especial, nas épocas de grande calor.

  • Aumente a ingestão de líquidos, principalmente água.
  • Diminua o consumo de sal nas refeições, pois ele favorece a retenção de líquidos
  • Controle o excesso de peso: o aumento do volume abdominal sobrecarrega o sistema venoso.
  • Fortaleça a musculatura da panturrilha (batata da perna): pratique atividade física específica para o fortalecimento dessa região ao menos 3 vezes por semana, pois ela contribui para o bom funcionamento da circulação.
  • Em repouso, eleve as pernas para favorecer a regressão do inchaço.
  • Evite permanecer muito tempo em ambientes com temperaturas elevadas

Nos casos de viagens longas, que exigem longos período na posição sentada, algumas dicas adicionais podem ser seguidas:

  • faça movimentos circulares com os pés e tornozelos e para cima e para baixo, a fim de estimular a circulação sanguínea;
  • vista roupas leves e confortáveis;
  • em viagens longas de avião, procure caminhar no corredor, passear e ficar em pé por alguns momentos;
  • em viagens de ônibus, fique em uma posição confortável e aproveite as paradas para caminhar;
  • em viagens de carro, é recomendável parar a cada duas horas, descer do carro, alongar o corpo e caminhar um pouco;

O uso de meias elásticas também auxiliam no controle do inchaço. Elas podem ser utilizadas diariamente ou especificamente para viagens e outras situações especiais, mas sempre sob orientação médica.

É importante a avaliação de um médico especialista em Cirurgia Vascular para verificar as causas dos sintomas e a melhor forma de tratamento.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)