Cirurgia de varizes convencional

Cirurgia de varizes convencional

Dra. Ana Carolina realizando cirurgia de varizes convencional

A cirurgia tradicional consiste na remoção cirúrgica das veias que apresentam déficit de sua função, como safenas ou veias perfurantes incompetentes, e das veias superficiais já dilatadas. A necessidade da remoção dessas veias é definida pelo exame físico complementado pelo exame por ecodoppler venoso colorido dos membros inferiores. A safena incompetente não tratada durante a cirurgia pode causar recidiva (o retorno) de varizes em menos de seis meses após a intervenção.

A extração da safena é normalmente feita através de duas incisões, uma na virilha e outra no tornozelo ou na parte interna do joelho. A safena é desconectada nesses dois pontos e um fino cabo de aço é introduzido na veia e amarrado a ela. Com esse cabo, a safena é extraída por uma das incisões e é realizada uma compressão local demorada para tentar minimizar os hematomas no trajeto da retirada da veia. Essa técnica, conhecida como fleboextracao de safena, é realizada há decadas no tratamento de safenas insuficientes com ótimos resultados a longo prazo, porém com algumas desvantagens frente às tecnicas mais atuais, como o ENDOLASER.

Essa extração traumática da veia resulta da formação de hematoma na face interna da coxa, além de poder causar a lesão de nervos que acompanham a veia num percentual pequeno dos casos, com sintomas de dormências principalmente abaixo próximo ao tornozelo, e lesões linfáticas com edema pós-operatório. Embora essas complicações sejam conhecidas de longa data, sua benignidade e baixa freqüência mantém a fleboextração como técnica mais utilizada no tratamento de safenas insuficientes. Todavia, os bons resultados obtidos com as técnicas mais atuais deve alterar essa realidade nos próximos anos.

Dra. Ana Carolina Freire Costa, médica (CRM/RS 32837)

VARIZES: matéria do Hagah Saúde

VARIZES: matéria do Hagah Saúde

Varizes: o que são e como tratá-las

Conheça os tipos de tratamentos e saiba como evitar esse problema

A maioria das pessoas percebe os sinais das indesejadas varizes pela dor, pelo cansaço e pela sensação de peso nas pernas. Finas e avermelhadas, grossas e volumosas, todas merecem uma visita ao consultório médico, não importa quando apareceram. Aliás, o ideal é procurar um especialista logo que se percebam alterações nas pernas.

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Por que tratar as varizes durante o inverno?

Por que tratar as varizes durante o inverno?

Sempre oriento os pacientes que possuem varizes com indicação de tratamento estético a se programarem para se submeter ao tratamento durante o inverno. O principal motivo é a possibilidade de proteger as pernas na exposição ao sol enquanto persistirem as manchas roxas temporárias provocadas pelo tratamento. Essas manchas costumam desaparecer em até 2 meses e apenas após a completa resolução do quadro a exposição solar é liberada.

Além disso, como costumam ser necessárias reaplicações das áreas tratadas na maioria das pacientes para alcançar os resultados almejados, a antecipação do início do tratamento com relação ao verão oferece tranquilidade para o seu cumprimento.

Dra. Ana Carolina Freire Costa, médica (CRM/RS 32837)

Dicas para evitar varizes

Dicas para evitar varizes

  • Evitar permanecer em pé ou sentado por longos períodos;
  • Evitar uso de sapato sem salto ou com salto demasiadamente alto (ideal: aprox. 3cm);
  • Controle de peso;
  • Intercalar pequenos intervalos de repouso com as pernas elevadas durante as atividades diárias;
  • Praticar exercícios físicos como caminhadas, natação ou ciclismo, que melhoram o desempenho da musculatura da panturrilha (frequência de 4 vezes por semana no mínimo);
  • Evitar esportes que exijam movimentos que provoquem aumento exagerado da pressão abdominal;
  • Manter higiene cuidadosa dos pés;
  • Dormir com os pés da cama elevados cerca de 15-20cm.
  • Uso de meias elásticas: de suave a alta compressão, indicadas de acordo com a gravidade do caso.
  • Medicamentos venoativos: atuam reforçando o tônus da parede venosa, favorecendo a microcirculação por seu efeitos anti-inflamatório. Devem ser usadas por longo tempo e de forma intermitente, sob prescrição médica. É importante salientar que não há evidência científica de que previnam o surgimento de varizes ou que substituam as demais medidas clínicas ou o tratamento cirúrgico quando indicado.

Dra. Ana Carolina Freire Costa, médica (CRM/RS 32837)

Modalidades terapêuticas

Modalidades terapêuticas

ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR E ENDOVASCULAR:

  • Tratamento de varizes: cirurgia convencional e a laser
  • Tratamento de microvarizes: escleroterapia
  • Angioplastia periférica (procedimento para desobstrução arterial e venosa)
  • Enxerto arterial (bypass e ponte de safena)
  • Tratamento das artérias carótidas (cirurgia convencional e angioplastia)
  • Correção de aneurisma de aorta por via abdominal e endovascular
  • Tratamento de trombose venosa profunda
  • Prevenção e check-up vascular

Dra. Ana Carolina Freire Costa, médica (CRM/RS 32837)