Escleroterapia com Espuma

O que é injetado?

O produto utilizado é o polidocanol, em diversas concentrações. Esse agente já é amplamente utilizado em escleroterapia com segurança em diversos países. Cria-se uma mousse ou espuma com o produto, que consiste em bolhas muito pequenas. Demonstrou-se que esta espuma é perfeitamente segura para injetar nas veias. O ar é rapidamente absorvido e deixa a solução, que trata efetivamente as veias.

Por que a espuma funciona?

Quando um líquido de escleroterapia é injetado numa veia, ele é imediatamente diluído no sangue, o que reduz seu contato com a parede do vaso e, portanto, a sua eficácia. Já a espuma se expande, preenche completamente a veia e não se dilui no sangue. Dessa forma, o produto tem contato com toda a parede do vaso. Na verdade, é necessário injetar menos solução para obter o mesmo efeito.
O contato do produto com o sangue inibe fortemente a ação dos agentes esclerosantes líquidos ou da espuma. Dessa forma, eles apenas são eficazes na veia na qual foram injetados. Uma vez que a espuma atinge grandes veias e se mistura com o sangue, será inativada.

Tratamento

O tratamento geralmente é realizado no consultótio, e não no hospital. A sessão causa mínimo desconforto, não muito diferente da escleroterapia convencional e não são necessárias sedação ou anestesia.
A punção da veia varicosas é a única parte que provoca desconforto no procedimento. Para tratar veias maiores e mais profundas, pode ser necessário o uso de ultra-sonografia e anestesia local.
Em seguida, a espuma é e seu progresso pode ser acompanhado com ultra-som se necessário. Surpreendentemente, a injeção da espuma não causa desconforto, embora a perna possa doer um pouco depois.
Todo o tratamento geralmente não leva mais de 20 – 30 minutos. Ao final do procedimento, utiliza-se meias elásticas ou ataduras elásticas. O objetivo da compressão é compactar as veias de forma a otimizar resultados. O período de uso é de uma a duas semanas.
A consulta de revisão ocorre em 15 dias e, nessa oportunidade, a perna ainda pode estar sensível. Pode-se perceber protuberâncias no trajeto das veias tratadas e pode ser necessário realizar pequenas punções de drenagem para aliviar os sintomas. Caso seja observada alguma veia não tratada, uma nova sessão é realizada.
Se as varizes estão presentes em ambas as pernas, é comum tratá-las em ocasiões separadas por cerca de duas semanas de intervalo. Isso evita ter ambas as pernas enfaixados de uma só vez.

Quem pode se submeter à escleroterapia com espuma?

A maioria dos pacientes com veias reticulares (aquelas esverdeadas) podem ser tratados desta maneira, desde que não muito dilatadas. Os pacientes com varizes muito grandes são melhor tratados cirurgicamente, para obter um resultado mais rápido.
Pacientes com veias muito superficiais, próximas da pele também são melhor tratados com cirurgia, já que a espuma pode provocar uma hiperpigmentação no trajeto da veia, que assume uma coloração castanha.
Pessoas já submetidas a cirurgias de varizes também podem realizar a escleroterapia com espuma. Na verdade, muitas vezes é mais fácil de tratar a recidiva de varizes por injeções de espuma do que com mais cirurgias. Alguns estudos mostraram que a escleroterapia com espuma é mais eficaz de tratar as varizes que recidivaram após a cirurgia.

A escleroterapia com espuma é eficaz?

A taxa de sucesso no fechamento de uma veia bastante calibrosa, com a safena, com espuma é de cerca de 80% após 2 anos. Dada a facilidade de tratamento, é um ótimo resultado, mas ainda bem inferior ao laser, por exemplo, que chega a ser superior a 95%. Mesmo a cirurgia tradicional também tem suas falhas.

Vantagens

  • Evita-se a cirurgia e existe pouco ou nenhum desconforto após o tratamento.
  • Há muito menos hematomas que após a cirurgia.
  • Não há necessidade de anestesia geral, cortes, ou ir ao hospital
  • Não há cicatrizes.
  • Procedimento por ser repetido sem problema.
  • Menor custo do que o tratamento cirúrgico.
  • Não há necessidade de afastamento do trabalho.


Desvantagens

  • O tratamento produz um leve desconforto na perna, que pode durar de 2 – 4 semanas.
  • Também produz hematomas leve e algumas áreas endurecidas que podem durar várias semanas a seguir ao tratamento (sintomas semelhantes também ocorrem após a cirurgia de varizes).
  • O resultado final pode demorar mais a ser visto do que com a cirurgia.