Atividade Física
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Meias de compressão: Benéficas ou inúteis?

Já é amplamente conhecido o fato de que as meias de compressão minimizam a dor causada pelas varizes. Mas seu uso atualmente vai além disso e está se tornando tendência nas maratonas e academias.

Quanto mais pessoas descobrem a importância de cuidar da saúde das pernas, maior é a aderência ao uso das meias de compressão. Tanto corredores de maratonas, quanto viajantes de longas distâncias ou mesmo pessoas que trabalham em pé além de 8 horas, podem se beneficiar da adição de uma leve pressão nas pernas.

O crescente uso das meias em eventos esportivos foi estimulado por estudos recentes que demonstraram a melhora na performance durante e após o exercício quando usadas por atletas. Enquanto a ciência ainda está debatendo se meias de compressão realmente ajudam a aumentar o desempenho no exercício, não há dúvida, entretanto, sobre os seus benefícios para a saúde, tais como:
-Ajudar a aumentar a circulação e minimizar a fadiga (contribuindo para uma recuperação mais rápida).
-Prevenção do acúmulo de ácido lático e inchaço durante a prática de atividade física.
-Ajudar a reduzir a dor e os sintomas de varizes e vasinhos.

Se você é um ávido atleta tentando se recuperar de treinamentos recentes ou um novato tentando sair do sofá, aplicar pressão nas pernas com meias de compressão pode ajudar. Especialmente para iniciantes que não estão acostumados com atividade física, as meias são uma ótima maneira para ajudar a circulação e controlar a inflamação.
A questão sobre a melhora da performance durante o exercício ainda não está totalmente esclarecida. Entretanto, o uso das meias é vantajoso independente disso. Mas sempre com orientação médica.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Varizes
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Como diferenciar vasinhos de varizes?

Embora os pacientes costumem usar os termos vasinhos e varizes como sinônimos, são problemas distintos, embora muitas vezes relacionados, e ambos relacionados com a saúde do sistema venoso.

Vasinhos e varizes são semelhantes em que ambos são inestéticos, mas facilmente tratáveis. No entanto, as semelhanças terminam aí. Os vasinhos, também chamados telangiectasias, são anormalidades predominantemente estéticas, mesmo que, às vezes, possam indicar a existência de doenças venosas subjacentes mais graves. As telangiectasias geralmente medem menos de 1mm de diâmetro e, exceto quando agrupados, não costumam causar elevações visíveis na pele como as varizes mais grossas. Os vasinhos aparecem como finas linhas vermelhas, azuis ou arroxeadas na superfície da pele, muitas vezes semelhantes a uma contusão quando ocorrem em aglomerados.

As veias varicosas ou varizes são veias grandes e salientes acima do nível da pele, muitas vezes parecendo um cordão azulado abaixo da pele. Estas veias salientes podem estar associadas a sintomas de peso e dor nas pernas.
Ambos os tipos de veias podem ser facilmente tratados. Após a avaliação em consulta médica e realização de exames de imagem que se julgue necessários, pode-se traçar um plano de tratamento adequado. As varizes são tratadas principalmente através de cirurgia, que pode incluir o uso do laser ou não. Já o principal tratamento para os vasnhos é a escleroterapia ou aplicação, realiza com injeções.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Varizes
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O papel do Ecodoppler na avaliação das Varizes

O trabalho de nossa veias é levar o sangue das diferentes partes do corpo de volta  ao coração para manter a circulação. Dentro de nossas veias, existem válvulas unidirecionais , que permitem que o sangue flua em sentido ascendente, e depois fecham para evitar que ele reflua no sentido inverso devido à ação gravitacional. Uma veia varicosa , por definição , tem válvulas disfuncionais, que permitem esse refluxo. Esta pressão de volta congestiona a veia e pode causar inchaço e sintomas de dor nas pernas.

O ecodoppler colorido, um exame pedido frequentemente pelo cirurgião vascular, nada mais é do que uma ultrassonografia das veias da perna. A tecnologia de ultra-som permite criar um “mapa” venoso para entender quais veias estão funcionando normalmente e quais não estão. As principais veias da perna não são visíveis a olho nu e, por isso, é importante realizar o exame para estudá-las. A partir disso, pode-se formular um plano de tratamento específico para cada perna. Este ultra-som deve ser realizado com o paciente em pé para avaliar verdadeiramente fluxo da veia contra a gravidade. Para o estudo venoso, não é necessário jejum nem uso de contraste.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Varizes
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Síndrome das Pernas Inquietas

A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) afeta 10-15% das pessoas e é caracterizada pela vontade irresistível de mover as pernas na tentativa de interromper sensações estranhas ou desconfortáveis. Mais comummente, as pernas do paciente se tornam desconfortáveis quando deitado ou sentado – alguns descrevem como uma sensação de  “formigamento ou queimação “. Movimentar as pernas ajuda a melhorar os sintomas, mas não por muito tempo.

A SPI pode ser associada com muitos problemas, tais como a diabetes, neuropatia, falência renal, anemia ou deficiência de vitaminas. No entanto, varizes também podem ser responsáveis pelos sintomas. Enquanto as veias saudáveis levam o sangue de volta para o coração, o retardo nesse processo em veias varicosas pode levar a um acúmulo de substâncias tóxicas e resíduos metabólicos , que podem causar sintomas de SPI.

O tratamento das varizes pode alcançar bons resultados. De acordo com estudos recentes , alguns pacientes com SPI têm experimentado uma melhora dramática ou eliminação de seus sintomas através do tratamento das varizes.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

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Como prevenir as varizes durante a gravidez

Embora a hereditariedade seja a principal causa de doença venosa , as mulheres estão em maior risco que os homens. E cada gravidez aumenta a probabilidade de desenvolver varizes.

As veias são os vasos sanguíneos que levam o sangue de volta das extremidades para o coração , de forma que o sangue na perna veias segue esse caminho contra a gravidade . Durante a gravidez, o útero em crescimento exerce uma pressão sobre a veia central , no lado direito do corpo (veia cava inferior), que, por sua vez, aumenta a pressão nas veias das pernas . Durante a gravidez, a quantidade de sangue no corpo aumenta , aumentando a sobrecarga nas veias . Além disso, as alterações hormonais desse período provocam o relaxamento das paredes das veias.

Há algumas dicas úteis para retardar ou prevenir a progressão de varizes durante a gravidez :

  • Praticar exercícios diariamente para manter uma boa circulação.
  • Mantenha-se na faixa de peso recomendada durante a gravidez.
  • Elevação de pés e pernas sempre que possível.
  • Evitar permanecer sentada ou em pé por longos períodos sem fazer pausas para se movimentar.
  • Usar meias de compressão graduada . Estas meias estão disponíveis lojas especializadas. Elas exercem mais pressão no tornozelo e ficam menos apertadas nos pontos mais altos da perna, o que ajuda o sangue fluir de volta para o coração.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

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É possível realizar escleroterapia durante a gestação?

De acordo com a literatura, o tratamento de varizes vulvares dolorosas pode ser feito durante a gravidez. Há inúmeros relatos de pacientes submetidas a escleroterapia  para varizes das pernas durante a gestação de maneira intencional ou acidental, sem qualquer prejuízo para o feto. Entretanto, esses relatos tem pouco valor para avaliação de segurança. Segundo as diretrizes e informações dos fabricantes dos principais esclerosantes disponíveis no mercado , a gravidez é uma contra-indicação para a escleroterapia, pois seus estudos de segurança foram conduzidos apenas em animais (devido às questões éticas óbvias desse tipo de pesquisa).

Assim, ainda que os relatos de casos não indiquem risco aumentado para a mãe ou para o feto, a realização desse procedimento na gestação deve ser evitada. Além da literatura científica limitada sobre o assunto, ainda há a a alta probabilidade de regressão espontânea de varizes pós-parto. Dessa forma, deve-se preferir medidas conservadoras durante a gravidez, como o uso de meias elásticas, ou eliminação de varizes antes ou após a gravidez.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

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A escleroterapia é feita sob anestesia?

O medo de sentir dor é um dos fatores que leva muitos pacientes a postergar o início do tratamento de escleroterapia. Dessa forma, é comum que se questione a possbilidade de realizar o procedimento sob anestesia.  Normalmente, nenhum anestésico local é utilizado durante a sessão, porque as injeções de anestésicos tendem a ser mais dolorosas do que as injeções da própria escleroterapia, já que agulha utilizada nesta última é muito pequena .
Entretanto, durante uma cirurgia de varizes, é possível realizar injeções de escleroterapia enquanto o pacientes ainda estiver sob efeito da anestesia escolhida para a cirurgia.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

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8 dúvidas sobre escleroterapia

O que é escleroterapia?

A escleroterapia, também chamada de “aplicação” ou “secagem de vasinhos”, envolve a injeção de uma solução diretamente na veia. Essa solução faz com que a veia colapse e feche, forçando o sangue a se redirecionar para veias saudáveis. A veia fechada é reabsorvida no tecido local e eventualmente desaparece. A escleroterapia também pode ser realizada com laser, quando o feixe de luz do laser atinge a veia e aumenta a temperatura local, a ponto de ebulição, fechando o vaso por causa do calor.

Após escleroterapia, as veias tratadas tendem a desaparecer dentro de algumas semanas, embora, ocasionalmente, possa levar até um mês para ver os resultados completos. Em alguns casos, podem ser necessárias várias sessões de escleroterapia.

A escleroterapia trata principalmente vasinhos. Ela é muitas vezes considerada o tratamento de escolha para pequenas varizes, aquelas veias esverdeadas e grossas, desde que não muito dilatadas.

Por que ela é feita?

A escleroterapia é feita com fins cosméticos nas maioria das vezes. Quando os vasinhos vermelhos fecham, o aspecto da pele melhora. Entretanto, o procedimento também pode ser indicado para melhorar sintomas como dor, inchaço, ardência e cãibras.
Em caso de gestação, recomenda-se esperar até depois do parto para se submeter ao tratamento.

O tratamento é doloroso?

A dor costuma ser pequena ou ausente, com boa tolerância dos pacientes. Ela também pode ser minimizada com a diminuição da temperatura da pele.

Qual técnica de escleroterapia devo escolher?

A escleroterapia pode ser realizada com injeções, espuma e laser. A escleroterapia quimica, conhecida como “aplicação”, utiliza um líquido esclerosante que é injetado por microagulhas dentro dos vasinhos. Existem líquidos diferentes que podem ser utilizados de acordo com a preferência do cirurgião e mesmo de acordo com a resposta individual. Na escleroterapia com espuma, é utilizado o polidocanol, substância esclerosante que é transformada em espuma através de sua manipulação. A espuma apresenta é espessa e por isso mantém contato com a parede do vaso por mais tempo, o que aumenta sua eficácia em relação à aplicação convencional com substância líquida. A escleroterapia com laser elimina os vasinhos pela ação física da luz e calor nos vasinhos.

Cada técnica tem sua indicação e o cirurgião vascular é o especialista recomendado para escolher o melhor tratamento.

Quais os riscos?

Escleroterapia é um procedimento bastante seguro, com poucas complicações. Entretanto, nenhum procedimento é isento de risco e é importante conhecer os efeitos possíveis para permanecer atento aos sintomas e comunicar ao médico caso algo aconteça.

Efeitos colaterais esperados:
Ardência, vermelhidão e coceira leve no local por 12-24hs, pequenos hematomas por 3-15 dias
Efeitos colaterais indesejáveis:
Alergias, coágulos nos pequenos vasos (que devem ser tratados), manchas escuras no local (mais comuns com espuma), pequenas feridas (raro), trombose venosa profunda e embolia pulmonar (raro).

Como se preparar para o tratamento?

É essencial que o paciente seja avaliado em consulta médica para que seu histórico seja avaliado, além da realização do exame físico, quando se pode estabelecer a melhor estratégia de tratamento.

Informações importantes do seu histórico:

  • Doenças recentes ou condições médicas existentes, tais como a doença cardíaca
  • Medicamentos ou suplementos em uso, como anti-inflamatórios, especialmente a aspirina, anticoagulantes ou antibióticos
  • alergias
  • Fumo ou uso de contraceptivos orais, pois estes podem aumentar o risco de coágulos sanguíneos
  • Tratamento prévio para varizes e os resultados do tratamento.

No dia do procedimento:
Procurar comparecer com as pernas depiladas, pois os pelos podem dificultar a identificação dos vasinhos. Evite usar lâmina ou aplicar qualquer loção para as pernas no dia do tratameno. Procure usar uma calça confortável que não deixe marcas na pele. É recomendável levar um short para usar durante o procedimento, para expor melhor as perna.

O que esperar?

Escleroterapia é geralmente feita no consultório do seu médico e não requer anestesia. Geralmente, leva entre 15 a 30 minutos para ser concluída.
O número de aplicações depende do número e do tamanho das veias a ser tratadas. Outros fatores de interferência são a expectativa de melhora, resposta ao tratamento, tolerância à dor, assiduidade e adesão às orientações pós escleroterapia. Alguns vasos desaparecem, outros diminuem e outros não respondem. Por isso, novas sessões são necessárias. Os intervalos entre as sessões devem ser em média de 15 dias.
Após as sessões de escleroterapia pode-se ter vida normal, podendo voltar ao trabalho na mesma hora.
As orientações de pós-escleroterapia variam de acordo com a técnica utilizada e calibre de veia tratada. O cirurgião vascular irá lhe dizer quando você pode retornar as atividades físicas, período sem tomar sol, uso de meias elásticas, cremes ou remédios necessários.

Vasinhos voltam?

Vasinhos novos podem aparecer com o tempo, pois tratamos a consequência, e não a causa da doença.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Varizes
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Qual a melhor forma de tratar as vasinhos?

Muitas pacientes me questionam sobre o tratamento mais eficaz para os vasinhos. Frequentemente, comparecem à consulta com uma idéia pré-estabelecida baseada em algum programa veiculado na mídia. É comum que venham encantadas com o resultado da injeção de espuma ou do laser. Entretanto, os programas de TV mostram apenas o resultado imediato e não abordam os resultados a longo prazo do tratamento.

A escolha do tratamento mais adequado só pode ser feita após a minuciosa avaliação do paciente, seja apenas na consulta médica, ou ainda através da complementação com exames de ecografia ou outros, que possam ser necessários. Ainda assim, pode haver mais de um tratamento adequado.

Determinados vasinhos podem ser tratados com escleroterapia convencional (a “secagem de vasinhos”) ou por laser, por exemplo. A escolha entre os métodos deve considerar o tipo de pele, tempo disponível para o tratamento, sensibilidade e a preferência do paciente. Acredito que as variáveis devem ser colocadas de maneira clara ao paciente que busca tratamento.

Não existe uma fórmula que funcione para todos. Além disso, um tratamento pode ter um resultado diferente do esperado inicialmente e precisar ser trocado, interrompido ou intensificado. A reavaliação dos resultados deve ocorrer a cada nova sessão.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

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Por que tratar os vasinhos?

Com a aproximação do verão, os consultórios de Cirurgia Vascular ficam lotados de pacientes em busca de tratamento para os terríveis vasinhos. Entretanto, o tratamento realizado à pressas logo antes do verão atende apenas a fins estéticos imediatos e, habitualmente, falha em oferecer resultados mais duradouros.

É sabido que novos vasinhos tendem a aparecer com certa frequência, mas os efeitos cosméticos da escleroterapia costumam ser tanto melhores quanto mais completo este tratamento for. Por isso, é importante visitar um cirurgião vascular regularmente e realizar a manutenção do tratamento de varizes e vasinhos.

Apesar dessas orientações, ainda é frequente ver pacientes com quadro avançado de varizes que procuram tratamento apenas quando sentem dor ou surgem feridas. Quando são apenas vasinhos, a opção pelo não-tratamento é ainda mais frequente. Essa postura não antecipa a piora do quadro pelo processo de envelhecimento.

Como quase tudo em nosso corpo, os vasinhos também tendem a piorar com o tempo. E essa evolução é imprevisível. Os vasinhos que hoje causam apenas um ligeiro desconforto estético podem, em alguns anos, provocar dor, sangramento, etc. Entretanto, o processo de envelhecimento pode vir acompanhado de doenças que impedem ou limitam o tratamento dos vasinhos, como a trombose arterial, aterosclerose, diabetes, entre outras. Dessa forma, quando finalmente os vasinhos provocarem sintomas que estimulem a busca pelo tratamento, outras doenças podem impedir sua realização. Assim, um problema aparentemente simples pode ficar sem tratamento.

Portanto, mesmo que as varizes não provoquem desconforto hoje, é importante tratá-las para evitar problemas futuros.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)