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predio 12 200x300 Novo endereçoGostaria de informar aos pacientes e leitores sobre a mudança do endereço e telefones de contato do consultório:

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Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM/RS 32837)

ATEROSCLEROSE DA ARTÉRIAS DAS PERNAS

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Placa obstruindo interior da artéria

As artérias levam o sangue rico em oxigênio do coração para todos os órgãos e tecidos. Quando as artérias das pernas são estreitadas ou bloqueadas, os músculos não recebem oxigênio e nutrientes suficientes. Esta é uma condição chamada de doença arterial obstrituva periférica, ou DAOP.

A doença arterial periférica é causada por um processo chamado aterosclerose, que é o endurecimento das artérias. A aterosclerose é causada pelo acúmulo de placas de ateroma, composta de cálcio, colesterol e tecido fibroso, que causam o endurecimento e estreitamento das artérias. Eventualmente, o acúmulo de placas avança e reduz o fluxo sanguíneo para os membros inferiores.

A doença arterial periférica pode causar dor e, se for grave, pode levar à perda do membro.

QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO?
Existem vários fatores de risco que podem predispor ao desenvolvimento da aterosclerose, não só de membros inferiores como coronária (vasos de coração), carótida (que irrigam o cérebro), enfim, de qualquer artéria do corpo.

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Placa de ateroma obstruindo artéria da coxa

Com o envelhecimento, aumenta o risco de desenvolver a aterosclerose. A seguir, os principais fatores de risco para desenvolver a doença arterial:
• Fumar
• Diabetes
• Pressão alta
• Colesterol/Triglicerídeos alto
• Obesidade

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
Inicialmente, a doença arterial periférica pode ser assintomática. Os sintomas geralmente se iniciam sob a forma de dor para caminhar, dor em repouso, ou mesmo feridas que não cicatrizam.

QUAIS EXAMES EU PRECISO?
O primeiro passo é passar por uma consulta médica em que se tentará definir a suspeita da doença arterial e a necessidade de complementação diagnóstica com exames. Após a avaliação através de exame físico, pode ser necessária a realização de:

  • Ecodoppler: ultra-som que detecta placas e anormalidades do fluxo das artérias.
  • angiotomografia computadorizada: exame que cria imagens detalhadas das artérias para avaliação mais específica.
  • Angiografia: tipo de “cateterismo” destinado à avaliação pré-operatória da doença e programar seu tratamento.

OPÇÕES DE TRATAMENTO
Habitualmente, os casos menos graves são tratados de forma conservadora. O tratamento conservador da doença arterial periférica inclui muitas mudanças no estilo de vida. Entre elas estão:

• Tratamento da pressão alta ou do aumento do colesterol.
• Medicação para reduzir a coagulação sanguínea (clopidogrel, aspirina ou varfarina.
• Vasodilatadores.
• Caminhadas de, pelo menos, 30 minutos, 3 vezes por semana.
• Parar de fumar.
• Dieta adequada às necessidades do paciente.

Quando o tratamento clínico falha ou se a doença já se apresenta mais avançada, pode ser necessário optar pela intervenção cirúrgica. Procedimentos menos invasivos, como a angioplastia, com ou sem implante de stent, pode o primeiro passo para o tratamento. Se as tentativas de procedimentos menos invasivos são
esgotadas, ou as lesões são mais complexas, as cirurgias de bypass ou ou mesmo uma amputação podem ser recomendados para aliviar os sintomas.

O QUE É UMA ANGIOGRAFIA?

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Ilustração do acesso pela virilha para angiografia ou angioplastia

A angiografia é um exame da circulação realizado através de um cateterismo, que é a inserção de cateteres em determinado vaso, seja veia ou artéria, para que se realize um estudo de bloqueios ou malformações.

A angiografia pode diagnosticar muitas doenças vasculares, incluindo:
• A doença arterial periférica
• Aneurismas
• Malformações vasculares
• Os coágulos de sangue nas suas veias, também chamado de trombose venosa profunda
• Estreitamento das fístulas artério-venosas
• obstrução das artérias dos rins

Uma angiografia é um exame de imagem invasivo que utiliza meio de contraste e raios-x para visualizar os vasos sanguíneos. Angiografia geralmente é realizada para programação cirúrgica de um procedimento mais invasivo.

Técnica semelhante oferece a possibilidade de realizar o tratamento de algumas doenças vasculares através de angioplastia (dilatação do vasos através de um balão posicionado na ponta de um cateter) ou mesmo com o implante de um stent (tubo de malha metálica que se adere à parede do vaso por dentro, mantendo-o aberto).

RISCOS E COMPLICAÇÕES
A angiografia pode ser mais arriscada para pacientes com doença renal, alergia a iodo, diabéticos em uso de metformina, portadores de doenças cardíacas e problemas de coagulação. Nesses casos, o médico deve orientar medidas especiais que possibilitem a realização do procedimento ou mesmo considerar alternativas.

COMO É REALIZADO O TRATAMENTO DE ANGIOPLASTIA?

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Dilatação da artéria com balão e implante de stent no local

Dilatação da artéria com balão e implante do stent no local

• Um cateter é então inserido na sua artéria ou veia do braço ou na virilha. Um corante de contraste é injetado através do cateter, o que possibilita a visualização no raio-X

• As imagens de raios-X permitem obter uma perspectiva mais detalhada sobre a sua condição e tratamento.
• Durante o tratamento, o cirurgião deve optar pela realização de uma angioplastia simples ou por implantar um stent.
• durante a angioplastia, um balão é enfiado pelo cateter e inflado várias vezes para abrir um segmento estreitado de sua artéria ou veia.
• Às vezes, um stent é colocado no segmento estreitado ser tratado com angioplastia por balão.
• Um stent é um tubo composto de metal e de malha que é permanentemente inserido na área de estreitamento para assegurar que a artéria permanece aberta.
• O cateter é então removido e realiza-se pressão sobre o local de inserção do cateter por cerca de 20 minutos para evitar qualquer sangramento.
• A seguir, o membro puncionado para o cateterismo deve ser mantido imobilidade por 6 horas para evitar qualquer sangramento adicional a partir do local de acesso.
• Normalmente se solicita aos pacientes que ingeram bastante líquido para ajudar a limpar o contraste dos rins.

BYPASS / CIRURGIA CONVENCIONAL

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Enxerto substitui artéria obstruída na coxa

Enxerto substuindo segmento obstruído da artéria na coxa

O cirurgião pode indicar a realização de uma cirurgia convencional, chamada de “ponte de safena” ou “bypass”. A cirurgia cria um desvio em torno de um segmento de bloqueio ou estreitamento dentro da artéria.

Existem vários tipos de procedimentos de bypass, para vários locais diferentes e utilizado diferentes tipos de materiais (enxertos).
• A fim de criar um desvio, o cirurgião pode usar uma das veias das pernas (safenas, por exemplo) ou um enxerto sintético, de acordo com o caso.

• O cirurgião deve definir previamente à cirurgia, de acordo com os exames realizados, qual será o local doador para a ponte. Durante a sua cirurgia, o cirurgião fará uma incisão no local doador, por exemplo a virilha, para expor o segmento normal de sua artéria, acima da área de bloqueio. Nesse segmento, umas das extremidades do enxerto escolhido será costurado.

• Outra incisão é feita para expor a artéria para além da área de bloqueio. É feita uma incisão na artéria nesse local, onde a outra extremidade do enxerto. Dessa forma, o fluxo de sangue se direciona agora para essa nova passagem e chega às regiões que antes estavam com deficit de irrigação.

RISCOS E COMPLICAÇÕES
• Infecção
• Sangramento
• Trombose do enxerto ou de veias adjacentes
• problemas respiratórios
• Lesão de nervos e dormência
Em alguns casos, pode haver a necessidade de remover algum segmento do pé ou perna se não houver possibilidade de reverter as lesões provocadas pela falta de circulação, ou se não for possível restabelecer a circulação.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

ANEURISMA DE AORTA ABDOMINAL

O QUE É UM ANEURISMA DE AORTA ABDOMINAL (AAA)?

A aorta é a maior artéria do corpo e transporta sangue rico em oxigênio para a parte inferior do corpo e as pernas. Um aneurisma de aorta abdominal ocorre quando a pressão do sangue dentro da aorta causa o enfraquecimento de um segmento, que pode começar a se expandir.

O diâmetro normal da aorta abdominal é de cerca de 2 cm. Como um AAA continua se expandir para além dos diâmetros normais, pode se tornar perigoso e causar risco de ruptura. A ruptura do aneurisma pode causar hemorragia interna grave, que pode levar à morte. Felizmente, quando diagnosticado precocemente e monitorizado com frequência, um AAA pode ser tratado de forma segura e eficaz.

QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO?
Qualquer pessoa pode desenvolver um AAA, mas alguns fatores de risco:

• História familiar de AAA
• Fumar
• Pressão alta
• Idade 55 anos para homens e de 65 anos ou mais para as mulheres

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
A maioria dos pacientes portadores de AAA permanecerá assintomática. Os sintomas costumam se correlacionar com as complicações do aneurisma, como a ruptura, crescimento rápido (que indica risco de ruptura), etc. Alguns exemplos:

• Pulsações dentro de seu abdome.
• Dor abdominal ou lombar intensa repentina – isso indica ruptura iminente e deve motivar a busca imediata pelo serviço de emergência

• Raramente, pode ocorrer dor, alteração de cor ou feridas nos dedos ou pés devido a coágulos de dentro do aneurisma que migram a fecham a circulação de segmentos distantes.

QUAIS EXAMES SÃO NECESSÁRIOS?
Exames de imagem ajudam a determinar tamanho, forma e estabilidade do aneurisma. Diversos estudos devem ser realizados antes da cirurgia. Estes podem incluir:
• Ultra-som: exame inicial que frequentemente permite o primeiro diagnóstico.
• Tomografia computadorizada: exame que fornece excelentes imagens necessárias ao tratamento do aneurisma através do uso de contraste iodado. Isso limita seu uso em pacientes com perda da função renal e naqueles com alergia a iodo.
• A arteriografia: exame invasivo que normalmente é realizado apenas no momento do tratamento do aneurisma por via endovascular.

OPÇÕES DE TRATAMENTO
Compreender a doença e as opções de tratamento é extremamente importante.
A conversa com o médico é extremamente importante para discutir as opções de tratamento.
• A intervenção cirúrgica é indicada quando o aneurisma supera 5,0 cm ou 5,5cm ou apresenta crescimento muito rápido, pois implicam em aumento do risco de ruptura.

• Se o aneurisma é pequeno e assintomático, opta-se normalmente pelo monitoramento, que costuma ser realizado com avaliação clínica e exames de imagem a cada 6-12 meses.

Se a decisão de tratar cirurgicamente o aneurisma foi tomada, o próximo passo é definir se esse tratamento será por cirurgia convencional ou por via endovascular. A decisão depende de questões técnicas e clínicas do paciente.

aaa1 ANEURISMA DE AORTA ABDOMINAL

Esquema do Implante da Endoprótese

Reparo Endovascular
• envolve o implante de uma prótese sintética no segmento da aorta acometido pelo aneurisma, de forma a excluir as paredes enfraquecidas da circulação.

• Este procedimento é menos invasivo do que a cirurgia convencional, pois é realizado através de pequenas incisões nas virilhas, sem a necessidade de abrir o abdome.

• Durante o procedimento, usando raios-x e cateteres de pequeno porte, a endoprótese é lentamente guiada pelas artérias até o local a ser tratado.
• Este tipo de procedimento costuma ter um período de recuperação pós-operatória menor que a cirurgia aberta, em média 2-4 dias.
• Complicações associadas com este tipo de reparo podem incluir lesões aos vasos sanguíneos, infarto cardíaco, acidente vascular cerebral, paraplegia, falência renal, e trombose.

• Após o reparo endovascular, o acompanhamento freqüente com ultra-som e tomografia computadorizada são necessário para garantir a colocação correta e o funcionamento da endoprótese.

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Implante da Prótese com o aneurisma aberto

Cirurgia Aberta (Convencional)

Devido a questões técnicas, determinados aneurismas pode ser impossíveis de se corrigir por via endovascular. Nesses casos, a cirurgia aberta pode ser mais apropriada.
• A cirurgia convencional é realizada através de uma grande incisão abdominal que expõe a aorta com aneurisma.
• A aorta é fechada para parar o fluxo de sangue e, em seguida, o cirurgião abre o aneurisma e procede a colocação da prótese no lugar da aorta. É de se imaginar que esse “fechamento” da circulação causa um trauma cirúrgico muito maior.
• Em média, a permanência no hospital é de 5 a 7 dias.
• Complicações associados com este tipo de cirurgia incluem infecção, hemorragia, ataque cardíaco, derrame e disfunção sexual.
• Após a cirurgia aberta, o acompanhamento com exames de imagem é menos frequente.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Por que as varizes causam coceira?

coceiranaspernas Por que as varizes causam coceira?Basta a coceira aparecer para arranharmos a perna: Raramente alguém pensa além do alívio de ter essa sensação irritante imediatamente aliviada. A coceira crônica (prurido) pode ser um sintoma da uma doença em desenvolvimento, especialmente as varizes. Este comichão não apenas causa desconforto, uma vez que não é possível para um paciente de aliviá-lo totalmente, como também pode levar a danos teciduais graves se não tratado.

O que causa a coceira?

Má circulação

A insuficiência venosa crônica provoca o afilamento das paredes das veias e danifica suas válvulas, que ajudam a impedir que o sangue se acumule nas pernas. Isso pode causar edema nos tornozelos e pés, descoloração focal e desconforto. Os pacientes podem desenvolver varizes e úlceras com a progressão da doença. Prurido crônico é um sintoma precoce de desenvolvimento de insuficiência venosa crônica, à medida em que as paredes das veias enfraquecem e permitem que o fluido e macromoléculas extravasem para os tecidos circundantes.

Acúmulo de sangue

Como o sangue permanece estagnado nas veias, em vez de ser forçado através do sistema circulatório de volta para o coração, o paciente pode sentir comichão à medidas em que os vasos lutam para mover o sangue. Um sinal do acúmulo crônico de sangue – e um sintoma de alerta de possível insuficiência venosa crônica – é o dano aos pequenos capilares, escurecendo o tecido do vaso sanguíneo e levando ao surgimento de vasinhos (varicoses).

Descamação da pele

Com o inchaço das veias sob a derme, ocorre mais inflamação com o extravasamento de fluidos e compressão do tecido circundante. Isto aumenta a coceira e pode provocar úlceras pela manipulação repetitiva da pele pelo paciente. Devido à falta de circulação, os pacientes também desenvolvem um aspecto semelhante a couro na pele, bem como descamação, que podem aumentar o desconforto. A melhora da circulação com o tratamento prescrito pelo médico pode aliviar a coceira e prevenir o desenvolvimento de varizes ou outra doença venosa.

Qualquer sintoma recorrente deve ser relatado ao seu médico, ainda que pareça tão insignificante quanto a coceira. Um sintoma crônico é a maneira de o corpo chamar a atenção para um problema; nenhum sintoma contínuo deve ser ignorado.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM32837)

Quer ter pernas saudáveis?

pernassaudaveis Quer ter pernas saudáveis?Já mencionei em outros posts que as varizes podem ser minimizadas (mas não totalmente evitadas) por um estilo de vida saudável. Embora a hereditariedade determina quando as varizes surgirão e sua gravidade, elas ainda podem ser tratadas.

Estimular a circulação positivamente é bastante simples, e a melhor maneira de fazer isso é manter-se ativo e em forma. A boa circulação minimiza os sintomas de varizes, e qualquer atividade como caminhada, corrida, natação e deve produzir um bom estímulo. Descansar com as pernas elevadas também ajuda a aliviar a pressão sobre as pernas.
Para aqueles que têm uma história familiar de varizes, o uso de meias de compressão pode ser uma boa opção. Essas meias controlam o inchaço e reduzem a dor que está associada a varizes. Apesar de não resolver as varizes, melhorar os sintomas já pode ser de grande ajuda.

Manter uma dieta saudável também é uma forma essencial para manter as pernas saudáveis e assim controlar o aparecimento de varizes. Combinada com o exercício regular, como já mencionado, uma dieta saudável pode retardar o surgimento de varizes. O exercício físico regular e uma dieta saudável promovem a saúde total, e favorecem a circulação e a movimentação das pernas de maneira geral.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Meias de compressão: Benéficas ou inúteis?

meiaesportiva Meias de compressão: Benéficas ou inúteis?Já é amplamente conhecido o fato de que as meias de compressão minimizam a dor causada pelas varizes. Mas seu uso atualmente vai além disso e está se tornando tendência nas maratonas e academias.

Quanto mais pessoas descobrem a importância de cuidar da saúde das pernas, maior é a aderência ao uso das meias de compressão. Tanto corredores de maratonas, quanto viajantes de longas distâncias ou mesmo pessoas que trabalham em pé além de 8 horas, podem se beneficiar da adição de uma leve pressão nas pernas.

O crescente uso das meias em eventos esportivos foi estimulado por estudos recentes que demonstraram a melhora na performance durante e após o exercício quando usadas por atletas. Enquanto a ciência ainda está debatendo se meias de compressão realmente ajudam a aumentar o desempenho no exercício, não há dúvida, entretanto, sobre os seus benefícios para a saúde, tais como:
-Ajudar a aumentar a circulação e minimizar a fadiga (contribuindo para uma recuperação mais rápida).
-Prevenção do acúmulo de ácido lático e inchaço durante a prática de atividade física.
-Ajudar a reduzir a dor e os sintomas de varizes e vasinhos.

Se você é um ávido atleta tentando se recuperar de treinamentos recentes ou um novato tentando sair do sofá, aplicar pressão nas pernas com meias de compressão pode ajudar. Especialmente para iniciantes que não estão acostumados com atividade física, as meias são uma ótima maneira para ajudar a circulação e controlar a inflamação.
A questão sobre a melhora da performance durante o exercício ainda não está totalmente esclarecida. Entretanto, o uso das meias é vantajoso independente disso. Mas sempre com orientação médica.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Sentar com as pernas cruzadas causa varizes?

sentarpernascruzadas Sentar com as pernas cruzadas causa varizes? Estudo recente publicado no Blood Pressure Monitoring Journal revela que não há conexão direta entre a maneira de se sentar e o desenvolvimento de varizes.
Entretanto, isso não quer dizer que cruzar as pernas ao sentar não cause prejuízos para a saúde. O mesmo estudo constatou que sentar com as pernas cruzadas no joelho por longos períodos pode elevar discretamente a pressão arterial (cerca de 2-7%).

A principal conclusão do estudo é que não há efeitos imediatos de sentar com as pernas cruzadas. Entretanto, isso pode ser ruim depois de um longo período de tempo, porque realmente o que você deve fazer é se exercitar”- afirmou um dos pesquisadores.
Além disso, segundo o estudo,  esse vício de posição não só aumenta a pressão arterial, mas coloca pressão sobre as articulações do quadril. Dessa forma, cruzar as pernas ao sentar  causa algum incômodo de início até que essa se torne uma forma confortável de se sentar. Todavia, uma vez acostumado a isso, é um hábito muito difícil de mudar.
Para evitar desconforto e dor, deve-se fazer exercícios leves para manter o sangue circulando após longo período sentado. Por exemplo, ao levantar os pés do chão, flexione-os para cima e para baixo, o que ajuda a manter o bombeamento do sangue em suas pernas. Se seu trabalho exige muito tempo sentado, pode ser uma boa idéia programar um alarme que o lembrará de se mexer de tempos em tempos, de modo que as pernas sofram tanta pressão.

Em conclusão, o hábito de se sentar com as pernas cruzadas não está realmente relacionado ao surgimento de veias varicosas. É preciso permanecer nessa posição por um período muito longo para que haja qualquer perigo real, mas é importante estar atento aos sintomas de suas pernas. Um desconforto leve pode se mostrar algum muito pior. Ademais, as pernas já sofrem bastante sobrecarga todos os dias, então por que colocar mais pressão sobre elas do que é necessário?

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

É possível ter varizes sem dor nas pernas?

dornaspernas É possível ter varizes sem dor nas pernas?Alguns pacientes no consultório ficam chocados ao ver o quão extensa é sua doença venosa. Isso se deve ao fato de os sintomas muitas vezes se desenvolverem  e progredirem tão insidiosamente, que os pacientes não percebem que existe algum problema.
A doença venosa tende a ser um processo lento e progressivo com ampla variedade de sintomas. Os sintomas clássicos incluem dor nas pernas, sensação de peso, cansaço e inchaço no final do dia, que podem acompanhar volumosas varizes nas pernass, aglomerados de pequenas veias muito finas no meio dos tornozelos ou mesmo o surgimento de machas brancas perto dos tornozelos. No entanto, nem todo mundo apresenta todos os sintomas. Algumas pessoas se habitual a determinados tipos de dor. Além disso, enquanto o exercício regular é ótimo para sua saúde, muitos pacientes que se exercitam diariamente realmente aliviam seus sintomas, e nem mesmo percebem que apresentam doença venosa.

A melhor maneira de identificar se seus sintomas estão ou não relacionados às varizes é procurar um cirurgião vascular para realizar uma avaliação detalhada.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Como diferenciar vasinhos de varizes?

vasinhos1 150x150 Como diferenciar vasinhos de varizes?Embora os pacientes costumem usar os termos vasinhos e varizes como sinônimos, são problemas distintos, embora muitas vezes relacionados, e ambos relacionados com a saúde do sistema venoso.

Vasinhos e varizes são semelhantes em que ambos são inestéticos, mas facilmente tratáveis. No entanto, as semelhanças terminam aí. Os vasinhos, também chamados telangiectasias, são anormalidades predominantemente estéticas, mesmo que, às vezes, possam indicar a existência de doenças venosas subjacentes mais graves. As telangiectasias geralmente medem menos de 1mm de diâmetro e, exceto quando agrupados, não costumam causar elevações visíveis na pele como as varizes mais grossas. Os vasinhos aparecem como finas linhas vermelhas, azuis ou arroxeadas na superfície da pele, muitas vezes semelhantes a uma contusão quando ocorrem em aglomerados.varizesgrossas1 150x150 Como diferenciar vasinhos de varizes?

As veias varicosas ou varizes são veias grandes e salientes acima do nível da pele, muitas vezes parecendo um cordão azulado abaixo da pele. Estas veias salientes podem estar associadas a sintomas de peso e dor nas pernas.
Ambos os tipos de veias podem ser facilmente tratados. Após a avaliação em consulta médica e realização de exames de imagem que se julgue necessários, pode-se traçar um plano de tratamento adequado. As varizes são tratadas principalmente através de cirurgia, que pode incluir o uso do laser ou não. Já o principal tratamento para os vasnhos é a escleroterapia ou aplicação, realiza com injeções.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

O papel do Ecodoppler na avaliação das Varizes

ecodoppler 150x150 O papel do Ecodoppler na avaliação das VarizesO trabalho de nossa veias é levar o sangue das diferentes partes do corpo de volta  ao coração para manter a circulação. Dentro de nossas veias, existem válvulas unidirecionais , que permitem que o sangue flua em sentido ascendente, e depois fecham para evitar que ele reflua no sentido inverso devido à ação gravitacional. Uma veia varicosa , por definição , tem válvulas disfuncionais, que permitem esse refluxo. Esta pressão de volta congestiona a veia e pode causar inchaço e sintomas de dor nas pernas.

O ecodoppler colorido, um exame pedido frequentemente pelo cirurgião vascular, nada mais é do que uma ultrassonografia das veias da perna. A tecnologia de ultra-som permite criar um “mapa” venoso para entender quais veias estão funcionando normalmente e quais não estão. As principais veias da perna não são visíveis a olho nu e, por isso, é importante realizar o exame para estudá-las. A partir disso, pode-se formular um plano de tratamento específico para cada perna. Este ultra-som deve ser realizado com o paciente em pé para avaliar verdadeiramente fluxo da veia contra a gravidade. Para o estudo venoso, não é necessário jejum nem uso de contraste.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)


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