Dicas para não sofrer com as Varizes no Verão

Dicas para não sofrer com as Varizes no Verão

O calor agrava os sintomas das veias varicosas, mas existem maneiras de se manter confortável mesmo com o aumento da temperatura.

Conforme as temperaturas aumentam nos meses de verão, os sintomas das veias varicosas também pioram. Se você sofre de varizes, provavelmente notou piora na dor e inchaço causado pelas veias salientes em suas pernas ou pés nesse período.

Há uma razão para esse fenômeno: embora o calor não cause varizes, ele pode agravar o desconforto que os esses pacientes já enfrentam diariamente. Isso ocorre devido à forma como nosso sistema circulatório combate os efeitos de temperaturas excessivamente altas.

Por que o calor é ruim para as veias varicosas?

O calor exacerba a causa subjacente das veias varicosas, que é um mau funcionamento das válvulas das veias das pernas. Essas válvulas são responsáveis ​​por bombear o sangue das pernas para o coração. No entanto, as válvulas às vezes ficam fracas devido a vários fatores de risco, como ficar sentado ou em pé por longos períodos, obesidade, hereditariedade e gravidez.

Quando as válvulas enfraquecidas não conseguem empurrar o sangue para cima, em direção ao coração, as paredes das veias ficam tensas por terem que conter esse refluxo de sangue. Isso leva aos sinais clássicos de varizes e vasinhos ao longo das pernas ou pés.

Durante o verão, esse acúmulo de sangue nas veias é intensificado pelo calor. Para esfriar, nossos vasos sanguíneos se dilatam e forçam os fluidos – na forma de suor – para a superfície da pele. Veias com válvulas saudáveis ​​são capazes de acomodar esse fluxo extra de sangue. As veias com válvulas danificadas não conseguem, o que intensifica o inchaço e as dores das veias varicosas.

Como minimizar o Calor das Varizes?

Abaixo vou listar 5 medidas que podem ajudar a aliviar o desconforto:

Hidratação: A desidratação causa cãibras musculares e inchaço nas pernas. Portanto, beba bastante água para manter as veias funcionando corretamente. Além disso, evite bebidas alcoólicas que possam causar desidratação.

Fique longe do sol do meio-dia. Manter-se ativo e praticar exercícios é uma ótima maneira de reduzir os sintomas das varizes e vasinhos. No entanto, durante o verão, programe seus treinos ao ar livre para quando a temperatura cair. Praticar exercícios quando o sol e o calor estão mais fortes pode acabar piorando os sintomas, além de outros riscos. Se você faz exercícios ao ar livre, experimente nadar ou simplesmente caminhar na água. Essas atividades não apenas aliviam os sintomas, mas também promovem uma boa circulação, trabalhando os músculos da panturrilha.


Resfriamento: Se você tomar sol, mergulhe uma toalha em água fria e espalhe-a sobre as pernas. Tome uma ducha ou banho em água fria para diminuir os vasos sanguíneos e reduzir o inchaço. E sempre que possível, fique em locais com ar condicionado.


Eleve as pernas: Para estimular o fluxo sanguíneo das pernas para o coração, apoie as pernas em um travesseiro pelo menos três vezes ao dia por 15 a 20 minutos. Isso alivia o inchaço e o peso que geralmente estão associados às veias varicosas.


Use meias de compressão
. Para dar uma ajuda extra às válvulas das veias varicosas, coloque um par de meias de compressão. Se você sentir calor com elas, polvilhe as meias com água fria. Consulte um cirurgião vascular, caso ainda não tenha a indicação de uma para comprar.

Como você pode se preparar para a sessão de Laser para vasinhos?

Como você pode se preparar para a sessão de Laser para vasinhos?

Então você consultou seu cirurgião vascular e foi recomendado o tratamento com laser.

Quais são as medidas importantes para se preparar para o procedimento?

É muito importante manter a pele hidratada: use bons cremes e lembre de usá-lo diariamente.

Proteja a pele da exposição do sol: a pele brozeada é uma pele inflamada, pois o Sol provoca uma agressão. Assim, você deve proteger a pele a ser tratada da exposição solar.

Evite outros tratamentos abrasivos o fototérmicos (laser, luz pulsada, …) por 2 semanas antes e depois do procediemento.

Dra. Ana Carolina Costa – Cirurgiã Vascular

Bom procedimento!

Maquiagem para disfarçar os vasinhos do rosto?

Maquiagem para disfarçar os vasinhos do rosto?

Muitas pacientes que me procuram relatam desconforto com vasinhos na face e lançam mão de muita maquiagem para escondê-las. Isso pode ser uma possibilidade durante um tempo. Mas a verdade é que até a maquiagem alcançará um limite para algumas veias dilatadas inestéticas da face…

Sim! Sinto ser eu a informar isso, mas aquelas veias na testa e têmporas (ali entre os olhos e as orelhas) que tendem a ficar bem visíveis e dilatadas com o tempo, teimarão em aparecer em todas as suas fotos, mesmo com uma excelente maquiagem…

E se você, assim como eu, se sente incomodada com o aspecto mais envelhecida que elas conferem ao seu rosto, agora eu serei a portadora de boas notícias!

Elas têm tratamento! E ele pode ser feito no consultório de maneira super tranquila e segura com o uso do Laser Transdérmico vascular!

Usamos uma malha para compressão local por 24 horas e é importante proteger a região tratada do sol. Geralmente o resultado final é atingido em 4 a 5 sesões.

5 Alimentos que Ajudam a sua Circulação

5 Alimentos que Ajudam a sua Circulação

Nossa alimentação é parte essencial dos cuidados e prevenção da saúde vascular!

Afinal, “somos o que comemos”? Certamente, em partes, sim!😉

Aqui está uma lista de mais 5 alimentos amigos da circulação para você englobar no seu dia a dia alimentar, e assim melhorar o presente e futuro da sua circulação!

TOMATE:

Rico em um carotenóie chamado Licopeno, um antioxidante que atua como um excelente anti-inflamatório da circulação.

ACEROLA:

Rico em vitamina C, poderoso antioxidante e anti-inflamatório que ajuda a fortalecer e a relaxar os vasos sanguíneos, melhorando sua elasticidade.

SARDINHA:

Peixe rico em Ômega 3, promove a vasodilatação, exerce efeito anti-inflamatório e anti-trombótico, melhorando a circulação (mas não vale fazer FRITO, hein?)

NOZES:

Também rica em Ômega 3 e magnésio. São ótimas para a circulação, ajudando a controlar a pressão arterial e formação de placas de gordura nos vasos.

CÚRCUMA:

Bom tempero para o dia-a-dia, com poder antioxidante, ajuda a melhora a resistência dos vasos sanguíneos.

Me conta aqui qual desses você já ama, e qual vai tentar incorporar na sua rotina!

Você deve tratar os vasinhos mesmo que eles não te incomodem, sim!

Você deve tratar os vasinhos mesmo que eles não te incomodem, sim!

Apesar de muitos acharem que os vasinhos são apenas uma questão estética, a verdade é que os eles são os primeiros indícios da doença venosa. 

Dra. Ana Carolina Costa - Cirurgiã Vascular

Dra. Ana Carolina Costa – Cirurgiã Vascular

 

Então, ao menos uma avaliação vascular deve ser feita sim!

Quando esses vasinhos surgem, é um sinal que há alguma falha no sistema de drenagem do sangue da perna que estimulou o aparecimento deles…

Como toda doença crônica, o melhor é sempre cuidar dela desde o início!

Além disso, nos fases mais iniciais, temos mais e melhores opções de tratamento, os resultados são mais eficientes e duradouros.

Como se isso não bastasse, dessa maneira conseguimos manter a doença sempre sob controle e o melhor de tudo: Você fica em paz com a aparência das suas pernas!✨

E suas pernas, como andam, lisinhas e belas, ou cheias de vasinhos? Vamos conversar?!

 

Sem categoria, Varizes

Quando devo procurar um cirurgião vascular para tratar minhas varizes?

Muitos pessoas têm dúvidas sobre quando é realmente necessário procurar um cirurgião vascular para tratar suas varizes. Embora as questões estéticas possam motivar a busca pelo tratamento, há muitos que não se importam com o prejuízo estético que as varizes possam lhe causar. Nesses casos, elenco abaixo alterações que devem ser avaliadas por um cirurgião vascular:

  • Varizes sem fatores desencadeantes e com sintomas ou varizes recorrentes mesmo após tratamento (sintomas podem ser: dor, inchaço, etc).
  • Alterações da pele das pernas, como escurecimento, vermelhidão, manchas brancas.
  • Tromboflebites (caracterizadas pelo surgimento de veias endurecidas e dolorosas).
  • Úlcera venosa que não cicatriza em 2 semanas.
  • Úlcera venosa cicatrizada.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Sem categoria, Trombose Venosa Profunda

Novidades do tratamento da Trombose Venosa Profunda

Durante muitos anos, os antagonistas da vitamina K (Ex. Marevan, Varfarina, Marcoumar, etc), a heparina não-fraccionada e a heparina de baixo peso molecular eram as únicas drogas anticoagulantes disponíveis para a prevenção e tratamento da trombose venosa profunda e tantas outras doenças decorrentes da formação de coágulos na circulação. No entanto, seus benefícios foram associados a desvantagens, tais como a administração subcutânea ou a necessidade de monitoramento frequente com exames de sangue para coagulação. Havia a necessidade de desenvolver novos medicamentos que simplificassem o tratamento sem perder a eficácia. Rivaroxaban e Dabigatrana são drogas que estão agora disponíveis em alguns países para o tratamento da trombose. Além disso, esses medicamentos apresentam potencial para a prevenção de AVC (derrame) em pacientes com fibrilação atrial, o tratamento de tromboembolismo venoso e prevenção de eventos secundários em síndrome coronariana aguda.

O Rivaroxaban, disponível no mercado brasileiro como Xarelto R, é um inibidor oral direto do fator Xa, uma proteína específica do sistema de coagulação. Já a Dabigatrana inibe a trombinha, uma proteína envolvida na ativação da coagulação. A varfarina bloqueia a vitamina K e, assim, interfere na produção de fatores de coagulação, o que explica sua demora para início de ação e necessidade de associação com as heparinas.

Por apresentarem uma ação mais específica no sistema de coagulação e menos sujeita à interação com outros agentes, houve certo entusiasmo devido à previsibilidade da ação desses medicamentos, o que remove a necessidade de controles laboratoriais frequentes dos pacientes.

Tanto o Rivaroxaban quanto a Dabigatrana foram apresentados a médicos e pacientes como a primeira oportunidade em 60 anos de substituir a varfarina, uma droga que sabidamente apresenta vários riscos relacionados ao seu uso e que, por isso, necessidade de controle rigoroso através de exames de sangue, além de impor uma série de limitações com relação a outros medicamentos e mesmo alimentos aos pacientes em tratamento.

Entretanto, a ocorrência de sangramentos graves e fatais relacionados ao uso dessas novas drogas, em especial a Dabigatrana, levaram muitos médicos a hesitar em usá-las. As complicações se devem normalmente ao efeito hemorrágico das medicações, que também é comum aos seus antecessores, tanto heparina quanto varfarina e femprocumona. Entretanto, a ausência de um antídoto eficaz para essas novas medicações é que preocupa os médicos e causa desconforto e pressa na indústria farmacêutica.

Não pretendo aqui desencorajar o uso dessas novas medicações. Pelo contrário!!! Acredito que são um grande avanço e tenho usado Xarelto com boa adaptação em alguns pacientes. A Dabigatrana ainda não apresenta estudos definitivos para as doenças normalmente tratadas pelo cirurgião vascular e, por isso, não a utilizei até o momento. Certamente a facilidade de uso, acerto de dose e a apresentação em comprimidos, ao invés das injeções de heparina, revolucionaram o tratamento da trombose venosa profunda e de sua prevenção no período pós-operatório de diversas cirurgias. Mas os estudos clínicos realizados demonstraram que essas facilidades não devem incitar o acompanhamento relapso do paciente e a falta de uso criterioso e responsável. Para aqueles pacientes que usam anticoagulantes atualmente, essas novas alternativas devem ser discutidos com seus médicos.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

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Novidades em anticoagulação oral

Estudo: Anticoagulante oral é eficaz contra embolia pulmonar.

Fonte: www.terra.com.br

Um novo anticoagulante por via oral fabricado pela gigante farmacêutica alemã Bayer demonstrou ser tão eficaz e seguro quanto outros tratamentos injetáveis para evitar embolias pulmonares, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira.

O medicamento Xarelto (rivaroxaban) foi testado como terapia para prevenir ou tratar o tromboembolismo venoso (TEV), o terceiro tipo mais comum da doença cardiovascular, que pode afetar as pernas e os pulmões.

A embolia pulmonar, provocada por coágulos nos pulmões, é a terceira causa de morte em hospitais dos Estados Unidos. O estudo, feito com quase 5 mil pessoas em 38 países no âmbito de um teste clínico internacional de fase 3 concluiu que a pílula é mais fácil de administrar do que a terapia padrão de duas injeções do anticoagulante enoxaparina, seguidas de um antagonista da vitamina K, outro anticoagulante.

Também provou ser mais seguro em termos de prevenção de hemorragias graves, disse o principal cientista responsável pelo estudo, Harry Buller, professor de medicina vascular do Centro Médico Acadêmico de Amsterdã.

Buller disse em um comunicado que o rivaroxaban “é tão eficaz quanto o tratamento padrão para a embolia pulmonar” e destacou a simplicidade de sua administração por via oral. Todos os participantes do estudo foram diagnosticados com embolia pulmonar e um quarto também tinha coágulos nas pernas.

O grupo da pílula tomou o medicamento por via oral duas vezes por dia durante três semanas e depois uma vez por dia durante o restante do estudo, que durou entre 3 e 12 meses e foi considerado apropriado para vários tipos de pacientes.

O outro grupo recebeu duas injeções de enoxaparina por dia durante cinco dias, seguidas de injeções de vitamina K. As descobertas permitiriam oferecer um tratamento mais simples aos pacientes, embora a terapia padrão de injeções seja eficaz contra a trombose em quase 90% dos casos. O rivaroxaban foi aprovado pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos para prevenir coágulos em pacientes que se submeteram a cirurgias de quadril ou de joelhos.

Os últimos dados do teste clínico, conhecido como EINSTEIN-EP e patrocinado pelas farmacêuticas Bayer e Janssen Pharmaceuticals, foram apresentados na conferência da American College of Cardiology (ACC, na sigla em inglês), celebrada em Chicago. Mais detalhes foram divulgados na edição online da publicação especializada New England Journal of Medicine.

Comentários:

Recentemente os estudos da indútria farmacêutica se voltaram ao desenvolvimento de medicações que facilitassem o manejo dos pacientes que necessitam de tratamento de anticoagulação oral, popularmente conhecido como “afinar o sangue”.  O uso crônico de anticoagulante exige grande cooperação e dedicação do paciente, o que nem sempre é possível quando lidamos com grandes contingentes populacionais e diversidade sócio-econômico-cultural. O advento de novos anticoagulante de controle mais simples trouxe grande euforia à classe médica e, principalmente, aos pacientes. Entretanto, é preciso ressaltar que o uso desses novos anticoagulantes apenas foi aprovado até o momento para uso profilático em pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas e, recentemente, para portadores de arritmia cardíaca tipo fibrilação atrial. O uso em pacientes para tratamento de embolia pulmonar e trombose venosa profunda ainda não apresenta evidência científica inequívoca. Aguardamos os resultados de mais estudos em andamento para estabelecer os limites preciso dessa nova prática na medicina.