Como tratar a Úlcera Venosa?

Como tratar a Úlcera Venosa?

úlceras varicosas ou venosas, são feridas ocasionadas por problemas na circulação venosa nos membros inferiores, correspondendo a 80% das feridas que acometem perna e pés.

Uma avaliação detalhada do sistema venoso profundo e superficial, realizada pela ultrassonografia é um dos primeiros passos para o tratamento das Úlceras Varicosas. Para que o tratamento seja um sucesso é preciso tratar a raiz do problema.

No consultório, vejo muitos pacientes que estão há anos convivendo com feridas nas pernas, gastando muito dinheiro em curativos sofisticados, porém sem diagnóstico adequado do sistema venoso e, por isso, sem tratamento adequado.

Entre as técnicas para o tratamento da Úlcera Varicosa, estão:

– Espuma densa
– Endolaser

Mas será que só isso resolve? Evidentemente não. Mas é o início de um tratamento que costuma ser longo e que deve ser levado muito a sério.

Qual a vantagem de tratar as varizes com Espuma?

Qual a vantagem de tratar as varizes com Espuma?

A técnica de espuma é altamente eficaz para tratar vasinhos e varizes volumosas.

A espuma atinge veias onde o bisturi não alcança. Por isso, essa técnica é uma das mais eficazes e na maioria dos casos elimina a necessidade de realizar cirurgia.

Uma das vantagens do tratamento com espuma é que não é necessário cortes e nem repouso, o paciente pode voltar às suas atividades normais em poucos minutos.

Recentemente, chegaram ao Brasil cateteres que tornam os procedimentos com espuma ainda mais eficazes para as veias de maior calibre, como as safenas. Assim, a eficiência do tratatamento com espuma vai se aproximando daquela das cirurgias. Isso torna a técnica especialmente interessante para pacientes idosos e que não podem ser submetidos a anestesia, por exemplo.

Praticar exercícios previne o surgimento de varizes?

Praticar exercícios previne o surgimento de varizes?

Essa crença é amplamente disseminada! Muitos pacientes que praticam esportes ficam indignados quando percebem que tem varizes. Como se fazer exercícios fosse “vacina”contra varizes. Mas não é.

As veias fazem o retorno do sangue sem oxigênio para o coração. Para que esse fluxo aconteça, é necessário ter veias saudáveis e um bom bombeamento realizado pela atividade muscular e respiração.

O aparecimento de varizes está muito ligado ao fator genético, fatores hormonais, idade e estilo de vida.

Os exercícios não previnem o surgimento de varizes. Aliás, para quem tem varizes, exercícios mal executados podem até piorar o problema.

As varizes são veias dilatadas que perderam sua função normal. Ao invés do fluxo seguir de volta ao coração, acontece o contrário: ele desce, “acumulando” nas pernas, fenômeno conhecido como refluxo, que muitos chamam de “má circulação”.

Essa “má circulação” provocada pelas varizes pode ser de certa forma amenizada reforçando o funcionamento da “bomba muscular”.

Dessa forma, a prática de atividades físicas vai estimular o sistema circulatório e também ajudar a reduzir a dor e inchaço nas pernas de quem têm a doença.

Dentre as opções de esportes mais indicados estão: caminhada, ciclismo, natação, hidroginástica e pilates, porque não têm impacto. E a musculação? Se executada de forma adequada, sem exageros de carga, também está liberada.

Então fica a dica: exercícios não previnem varizes, mas amenizam os sintomas

Por que as varizes voltam?

Por que as varizes voltam?

Sim, é verdade, em casos ESPECÍFICOS as varizes podem voltar, nós chamamos de varizes recidivadas.

Existem duas situações bem distintas:

Primeiro é o caso que pode acontecer em quem tem casos da doença na família.

Ou seja, essa pessoa pode tratar e resolver suas veias doentes hoje e depois de um tempo ter que se submeter a novos tratamentos, para tratar veias que antes eram saudáveis. Importante salientar que não se tratam das mesmas veias já tratadas, mas sim de veias que eram saudáveis na época do primeiro tratamento e que se tornaram doentes com o passar do tempo.

O segundo caso são os tratamentos incompletos. Faz somente aplicação de vasinhos sem eliminar a causa. Faz cirurgia e o profissional não consegue eliminar tudo, deixando veias doentes que vão perpetuar o problema. É o “serviço feito pela metade”. Infelizmente esses casos são muito comuns.

Em todos os casos, uma avaliação minuciosa é fundamental. Realizamos o estudo com Ultrassom Doppler e com as novas tecnologias e as novas formas de tratamento é possível eliminar QUALQUER TIPO DE VEIA DOENTE com sucesso e reduzir muito as recidivas.

É importante ressaltar que quanto antes a doença for tratada, maiores as chances de sucesso no tratamento. A prevenção também é essencial.

O que pode ser feito para retardar o aparecimento de novas varizes?
– Praticar exercícios físicos regularmente
– Manter o peso
– Evitar ficar muito tempo em pé ou sentado na mesma posição

Vale lembrar que é essencial fazer o acompanhamento com um cirurgião vascular de sua confiança, para evitar/reduzir o aparecimento de novas veias dilatadas.

Quem tem varizes pode usar salto?

Quem tem varizes pode usar salto?

salto alto e varizesEstou sempre comentando com vcs no meu perfil do Intagram (@dra_anacarolina) sobre os tipos de salto que eu uso, se são bons ou não pra circulação, de acordo com pesquisas científicas.

Nem sempre a gente é obrigada a fazer a “coisa certa”, não é mesmo? Mas, como o meu pai sempre diz: “Saber não ocupa espaço” Então é bom saber o que é certo, ainda que seja pra termos consciência de quantos erros estamos comentendo…

Então, por que o Salto Alto é ruim pra circulação? Porque ele trava e encurta a musculatura da panturrilha, o que prejudica o seu funcionamento, que é muito importante pra circulação.

Eu sei que eles são lindos, mas é melhor escolher outras alternativas de sapatos no seu dia-a-dia e deixar esses modelos para as festas, ok?

E qual o melhor tipo de salto?

Saltos grossos, estáveis, entre 3 e 7cm. Não se esqueça do bico largo, para torná-lo mais confortável também.
Agora me conte: qual tipo de sapato vc mais gosta?

ATEROSCLEROSE, DAOP

ATEROSCLEROSE DA ARTÉRIAS DAS PERNAS

Placa obstruindo interior da artéria

As artérias levam o sangue rico em oxigênio do coração para todos os órgãos e tecidos. Quando as artérias das pernas são estreitadas ou bloqueadas, os músculos não recebem oxigênio e nutrientes suficientes. Esta é uma condição chamada de doença arterial obstrituva periférica, ou DAOP.

A doença arterial periférica é causada por um processo chamado aterosclerose, que é o endurecimento das artérias. A aterosclerose é causada pelo acúmulo de placas de ateroma, composta de cálcio, colesterol e tecido fibroso, que causam o endurecimento e estreitamento das artérias. Eventualmente, o acúmulo de placas avança e reduz o fluxo sanguíneo para os membros inferiores.

A doença arterial periférica pode causar dor e, se for grave, pode levar à perda do membro.

QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO?
Existem vários fatores de risco que podem predispor ao desenvolvimento da aterosclerose, não só de membros inferiores como coronária (vasos de coração), carótida (que irrigam o cérebro), enfim, de qualquer artéria do corpo.

Placa de ateroma obstruindo artéria da coxa

Com o envelhecimento, aumenta o risco de desenvolver a aterosclerose. A seguir, os principais fatores de risco para desenvolver a doença arterial:
• Fumar
• Diabetes
• Pressão alta
• Colesterol/Triglicerídeos alto
• Obesidade

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
Inicialmente, a doença arterial periférica pode ser assintomática. Os sintomas geralmente se iniciam sob a forma de dor para caminhar, dor em repouso, ou mesmo feridas que não cicatrizam.

QUAIS EXAMES EU PRECISO?
O primeiro passo é passar por uma consulta médica em que se tentará definir a suspeita da doença arterial e a necessidade de complementação diagnóstica com exames. Após a avaliação através de exame físico, pode ser necessária a realização de:

  • Ecodoppler: ultra-som que detecta placas e anormalidades do fluxo das artérias.
  • angiotomografia computadorizada: exame que cria imagens detalhadas das artérias para avaliação mais específica.
  • Angiografia: tipo de “cateterismo” destinado à avaliação pré-operatória da doença e programar seu tratamento.

OPÇÕES DE TRATAMENTO
Habitualmente, os casos menos graves são tratados de forma conservadora. O tratamento conservador da doença arterial periférica inclui muitas mudanças no estilo de vida. Entre elas estão:

• Tratamento da pressão alta ou do aumento do colesterol.
• Medicação para reduzir a coagulação sanguínea (clopidogrel, aspirina ou varfarina.
• Vasodilatadores.
• Caminhadas de, pelo menos, 30 minutos, 3 vezes por semana.
• Parar de fumar.
• Dieta adequada às necessidades do paciente.

Quando o tratamento clínico falha ou se a doença já se apresenta mais avançada, pode ser necessário optar pela intervenção cirúrgica. Procedimentos menos invasivos, como a angioplastia, com ou sem implante de stent, pode o primeiro passo para o tratamento. Se as tentativas de procedimentos menos invasivos são
esgotadas, ou as lesões são mais complexas, as cirurgias de bypass ou ou mesmo uma amputação podem ser recomendados para aliviar os sintomas.

O QUE É UMA ANGIOGRAFIA?

Ilustração do acesso pela virilha para angiografia ou angioplastia

A angiografia é um exame da circulação realizado através de um cateterismo, que é a inserção de cateteres em determinado vaso, seja veia ou artéria, para que se realize um estudo de bloqueios ou malformações.

A angiografia pode diagnosticar muitas doenças vasculares, incluindo:
• A doença arterial periférica
• Aneurismas
• Malformações vasculares
• Os coágulos de sangue nas suas veias, também chamado de trombose venosa profunda
• Estreitamento das fístulas artério-venosas
• obstrução das artérias dos rins

Uma angiografia é um exame de imagem invasivo que utiliza meio de contraste e raios-x para visualizar os vasos sanguíneos. Angiografia geralmente é realizada para programação cirúrgica de um procedimento mais invasivo.

Técnica semelhante oferece a possibilidade de realizar o tratamento de algumas doenças vasculares através de angioplastia (dilatação do vasos através de um balão posicionado na ponta de um cateter) ou mesmo com o implante de um stent (tubo de malha metálica que se adere à parede do vaso por dentro, mantendo-o aberto).

RISCOS E COMPLICAÇÕES
A angiografia pode ser mais arriscada para pacientes com doença renal, alergia a iodo, diabéticos em uso de metformina, portadores de doenças cardíacas e problemas de coagulação. Nesses casos, o médico deve orientar medidas especiais que possibilitem a realização do procedimento ou mesmo considerar alternativas.

COMO É REALIZADO O TRATAMENTO DE ANGIOPLASTIA?

Dilatação da artéria com balão e implante de stent no local

Dilatação da artéria com balão e implante do stent no local

• Um cateter é então inserido na sua artéria ou veia do braço ou na virilha. Um corante de contraste é injetado através do cateter, o que possibilita a visualização no raio-X

• As imagens de raios-X permitem obter uma perspectiva mais detalhada sobre a sua condição e tratamento.
• Durante o tratamento, o cirurgião deve optar pela realização de uma angioplastia simples ou por implantar um stent.
• durante a angioplastia, um balão é enfiado pelo cateter e inflado várias vezes para abrir um segmento estreitado de sua artéria ou veia.
• Às vezes, um stent é colocado no segmento estreitado ser tratado com angioplastia por balão.
• Um stent é um tubo composto de metal e de malha que é permanentemente inserido na área de estreitamento para assegurar que a artéria permanece aberta.
• O cateter é então removido e realiza-se pressão sobre o local de inserção do cateter por cerca de 20 minutos para evitar qualquer sangramento.
• A seguir, o membro puncionado para o cateterismo deve ser mantido imobilidade por 6 horas para evitar qualquer sangramento adicional a partir do local de acesso.
• Normalmente se solicita aos pacientes que ingeram bastante líquido para ajudar a limpar o contraste dos rins.

BYPASS / CIRURGIA CONVENCIONAL

Enxerto substitui artéria obstruída na coxa

Enxerto substuindo segmento obstruído da artéria na coxa

O cirurgião pode indicar a realização de uma cirurgia convencional, chamada de “ponte de safena” ou “bypass”. A cirurgia cria um desvio em torno de um segmento de bloqueio ou estreitamento dentro da artéria.

Existem vários tipos de procedimentos de bypass, para vários locais diferentes e utilizado diferentes tipos de materiais (enxertos).
• A fim de criar um desvio, o cirurgião pode usar uma das veias das pernas (safenas, por exemplo) ou um enxerto sintético, de acordo com o caso.

• O cirurgião deve definir previamente à cirurgia, de acordo com os exames realizados, qual será o local doador para a ponte. Durante a sua cirurgia, o cirurgião fará uma incisão no local doador, por exemplo a virilha, para expor o segmento normal de sua artéria, acima da área de bloqueio. Nesse segmento, umas das extremidades do enxerto escolhido será costurado.

• Outra incisão é feita para expor a artéria para além da área de bloqueio. É feita uma incisão na artéria nesse local, onde a outra extremidade do enxerto. Dessa forma, o fluxo de sangue se direciona agora para essa nova passagem e chega às regiões que antes estavam com deficit de irrigação.

RISCOS E COMPLICAÇÕES
• Infecção
• Sangramento
• Trombose do enxerto ou de veias adjacentes
• problemas respiratórios
• Lesão de nervos e dormência
Em alguns casos, pode haver a necessidade de remover algum segmento do pé ou perna se não houver possibilidade de reverter as lesões provocadas pela falta de circulação, ou se não for possível restabelecer a circulação.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Microvarizes, Varizes

Por que as varizes causam coceira?

Basta a coceira aparecer para arranharmos a perna: Raramente alguém pensa além do alívio de ter essa sensação irritante imediatamente aliviada. A coceira crônica (prurido) pode ser um sintoma da uma doença em desenvolvimento, especialmente as varizes. Este comichão não apenas causa desconforto, uma vez que não é possível para um paciente de aliviá-lo totalmente, como também pode levar a danos teciduais graves se não tratado.

O que causa a coceira?

Má circulação

A insuficiência venosa crônica provoca o afilamento das paredes das veias e danifica suas válvulas, que ajudam a impedir que o sangue se acumule nas pernas. Isso pode causar edema nos tornozelos e pés, descoloração focal e desconforto. Os pacientes podem desenvolver varizes e úlceras com a progressão da doença. Prurido crônico é um sintoma precoce de desenvolvimento de insuficiência venosa crônica, à medida em que as paredes das veias enfraquecem e permitem que o fluido e macromoléculas extravasem para os tecidos circundantes.

Acúmulo de sangue

Como o sangue permanece estagnado nas veias, em vez de ser forçado através do sistema circulatório de volta para o coração, o paciente pode sentir comichão à medidas em que os vasos lutam para mover o sangue. Um sinal do acúmulo crônico de sangue – e um sintoma de alerta de possível insuficiência venosa crônica – é o dano aos pequenos capilares, escurecendo o tecido do vaso sanguíneo e levando ao surgimento de vasinhos (varicoses).

Descamação da pele

Com o inchaço das veias sob a derme, ocorre mais inflamação com o extravasamento de fluidos e compressão do tecido circundante. Isto aumenta a coceira e pode provocar úlceras pela manipulação repetitiva da pele pelo paciente. Devido à falta de circulação, os pacientes também desenvolvem um aspecto semelhante a couro na pele, bem como descamação, que podem aumentar o desconforto. A melhora da circulação com o tratamento prescrito pelo médico pode aliviar a coceira e prevenir o desenvolvimento de varizes ou outra doença venosa.

Qualquer sintoma recorrente deve ser relatado ao seu médico, ainda que pareça tão insignificante quanto a coceira. Um sintoma crônico é a maneira de o corpo chamar a atenção para um problema; nenhum sintoma contínuo deve ser ignorado.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM32837)

Atividade Física

Quer ter pernas saudáveis?

Já mencionei em outros posts que as varizes podem ser minimizadas (mas não totalmente evitadas) por um estilo de vida saudável. Embora a hereditariedade determina quando as varizes surgirão e sua gravidade, elas ainda podem ser tratadas.

Estimular a circulação positivamente é bastante simples, e a melhor maneira de fazer isso é manter-se ativo e em forma. A boa circulação minimiza os sintomas de varizes, e qualquer atividade como caminhada, corrida, natação e deve produzir um bom estímulo. Descansar com as pernas elevadas também ajuda a aliviar a pressão sobre as pernas.
Para aqueles que têm uma história familiar de varizes, o uso de meias de compressão pode ser uma boa opção. Essas meias controlam o inchaço e reduzem a dor que está associada a varizes. Apesar de não resolver as varizes, melhorar os sintomas já pode ser de grande ajuda.

Manter uma dieta saudável também é uma forma essencial para manter as pernas saudáveis e assim controlar o aparecimento de varizes. Combinada com o exercício regular, como já mencionado, uma dieta saudável pode retardar o surgimento de varizes. O exercício físico regular e uma dieta saudável promovem a saúde total, e favorecem a circulação e a movimentação das pernas de maneira geral.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Atividade Física

Meias de compressão: Benéficas ou inúteis?

Já é amplamente conhecido o fato de que as meias de compressão minimizam a dor causada pelas varizes. Mas seu uso atualmente vai além disso e está se tornando tendência nas maratonas e academias.

Quanto mais pessoas descobrem a importância de cuidar da saúde das pernas, maior é a aderência ao uso das meias de compressão. Tanto corredores de maratonas, quanto viajantes de longas distâncias ou mesmo pessoas que trabalham em pé além de 8 horas, podem se beneficiar da adição de uma leve pressão nas pernas.

O crescente uso das meias em eventos esportivos foi estimulado por estudos recentes que demonstraram a melhora na performance durante e após o exercício quando usadas por atletas. Enquanto a ciência ainda está debatendo se meias de compressão realmente ajudam a aumentar o desempenho no exercício, não há dúvida, entretanto, sobre os seus benefícios para a saúde, tais como:
-Ajudar a aumentar a circulação e minimizar a fadiga (contribuindo para uma recuperação mais rápida).
-Prevenção do acúmulo de ácido lático e inchaço durante a prática de atividade física.
-Ajudar a reduzir a dor e os sintomas de varizes e vasinhos.

Se você é um ávido atleta tentando se recuperar de treinamentos recentes ou um novato tentando sair do sofá, aplicar pressão nas pernas com meias de compressão pode ajudar. Especialmente para iniciantes que não estão acostumados com atividade física, as meias são uma ótima maneira para ajudar a circulação e controlar a inflamação.
A questão sobre a melhora da performance durante o exercício ainda não está totalmente esclarecida. Entretanto, o uso das meias é vantajoso independente disso. Mas sempre com orientação médica.

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)

Varizes

Sentar com as pernas cruzadas causa varizes?

Estudo recente publicado no Blood Pressure Monitoring Journal revela que não há conexão direta entre a maneira de se sentar e o desenvolvimento de varizes.
Entretanto, isso não quer dizer que cruzar as pernas ao sentar não cause prejuízos para a saúde. O mesmo estudo constatou que sentar com as pernas cruzadas no joelho por longos períodos pode elevar discretamente a pressão arterial (cerca de 2-7%).

A principal conclusão do estudo é que não há efeitos imediatos de sentar com as pernas cruzadas. Entretanto, isso pode ser ruim depois de um longo período de tempo, porque realmente o que você deve fazer é se exercitar”- afirmou um dos pesquisadores.
Além disso, segundo o estudo,  esse vício de posição não só aumenta a pressão arterial, mas coloca pressão sobre as articulações do quadril. Dessa forma, cruzar as pernas ao sentar  causa algum incômodo de início até que essa se torne uma forma confortável de se sentar. Todavia, uma vez acostumado a isso, é um hábito muito difícil de mudar.
Para evitar desconforto e dor, deve-se fazer exercícios leves para manter o sangue circulando após longo período sentado. Por exemplo, ao levantar os pés do chão, flexione-os para cima e para baixo, o que ajuda a manter o bombeamento do sangue em suas pernas. Se seu trabalho exige muito tempo sentado, pode ser uma boa idéia programar um alarme que o lembrará de se mexer de tempos em tempos, de modo que as pernas sofram tanta pressão.

Em conclusão, o hábito de se sentar com as pernas cruzadas não está realmente relacionado ao surgimento de veias varicosas. É preciso permanecer nessa posição por um período muito longo para que haja qualquer perigo real, mas é importante estar atento aos sintomas de suas pernas. Um desconforto leve pode se mostrar algum muito pior. Ademais, as pernas já sofrem bastante sobrecarga todos os dias, então por que colocar mais pressão sobre elas do que é necessário?

Dra. Ana Carolina Freire Costa (CRM 32837)