Varizes, microvarizes, vasinhos ou varicoses? Entenda a diferença

A insuficiência venosa pode se manifestar com alterações de graus diferentes de gravidade e comprometimento estético. Essa variedade de manifestações e denominações provoca grande confusão entre os pacientes e, não raro, dificuldades em entender o tratamento proposto pelo médico.

Popularmente conhecidas como “vasinhos” ou “varicoses”, as telangiectasias são os vasos cutâneos visíveis que medem de 0,1 a 1 mm de diâmetro. Podem se apresentar como linhas fracamente vermelhas até um aspecto roxo e elevado, como cachos de uva.

Já as microvarizes são pequenos vasos dilatados, tortuosos, com coloração de aspecto azuldo ou esverdeado. Têm dimensões entre 2 e 5 mm, calibre intermediário entre as varizes e telangiectasias (vasinhos). São chamadas veias reticulares ou colaterais e são muito freqüentes na face posterior do joelho e lateral da coxa e perna. Aparecem também na parte de dentro do joelho e coxa e, às vezes, na frente do osso da perna.

Varizes correspondem ao termo utilizado para definir veias dilatadas, alongadas e tortuosas, mais notadas por serem elevadas em relação à superfície da pele. Podem ser de pequeno, médio ou de grande calibre. Entre os tipos descritos, são as que maior preocupação causam, por estarem sujeitas a uma circulação sanguínea tão disfuncional que pode levar à formação de coágulos em seu interior, quadro conhecido como flebite. Uma flebite pode, eventualmente, progredir para uma trombose venosa profunda, que é um quadro preocuante e de complicacões potencialmente fatais.

É frequente que os pacientes portadores de doença venosa apresentem telangiectasias associadas a veias reticulares e varizes. Isso torna necessário um tratamento dividido em etapas e com acompanhamento frequente.

As telangiectasias são tratadas através da escleroterapia, método mais conhecido como “secagem” ou “aplicação”. Já para as microvarizes e varizes, costuma ser necessária uma cirurgia. A complexidade da cirurgia varia de acordo com cada caso, mas a maioria requer procedimentos de pequeno porte. Em alguns casos, pode-se empregar o uso da escleroterapia com espuma, técnica muito semelhante à escleroterapia convencional, porém com possibilidade de tratamento de veias de maior calibre.

Dra. Ana Carolina Freire Costa, médica (CRM/RS 32837)

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