Varizes
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As veias safenas retiradas na cirurgia não farão falta no futuro?

A veia safena interna é uma veia longa que percorre toda a face interna da perna e faz parte do sitema venoso superficial da perna. Esse sistema corresponde a 20% da circulação venosa da perna, logo, uma veia desse sistema causa pouca repercussão quando removida. É justamente por isso, e por ser uma veia bastante longa, que a veia safena interna é retirada da perna e utilizada como substituto da circulação arterial quando há uma obstrucao grave em diversos locais do corpo, como coração ou ainda na pernas. (ex. infarto, amputacao de perna e etc).

Durante uma cirurgia de varizes, a preservação da safena é um objetivo, pois ela poderá ser útil caso uma ponte de safena (também chamado bypass) seja necessária para corrigir algum problema mais grave de circulação.

Entretanto, essa veia pode estar cometida pela doença de varizes em alguns pacientes. Nesses casos, a safena apresenta alterações em sua estrutura que impedem sua utilização como ponte. Dessa forma, a safena não terá utilidade para uma cirurgia do coração, por exemplo, e deverá ser retirada para completa correção das varizes.

Uma safena comprometida, quando não retirada, causa retorno de varizes em curto period após a cirurgia.

Como opção à extração tradicional da safena, pode-se realizar a ablação desta com laser, que é menos agressiva. Com essa técnica, a safena não é removida. Uma microfibra ótica é introduzida na veia, e o laser de iodo instalado na ponta irá causar seu fechamento pelo calor.

Para as cirurgias cardíacas e demais tipos de bypass, há outras opções além das safenas, que possibilitam ótimos resultados nesses procedimentos (ex. Artéria torácica interna, artéria radial, etc).

Dra. Ana Carolina Freire Costa, médica (CRM/RS 32837)

As varizes podem voltar após a cirurgia?

As varizes podem voltar após a cirurgia?

Não. A cirurgia de varizes programada e realizada pelo médico especialista vascular remove as veias dilatadas e, uma vez retiradas, as mesmas veias nao poderiam retornar. Nos casos em que a avaliação pré-operatória demonstrou insuficiência de safenas, estas também devem ser tratadas para prevenir que as varizes voltem precocemente.

Entretanto, em 20% dos casos, novas veias dilatadas aparecem nos mesmos ou em outros lugares da perna. Isso porque a cirurgia de varizes trata apenas as veias que se encontram dilatadas naquele momento, mas não corrige a tendência do paciente a dilatar veias normais e desenvolver outras varizes. Com isso, novas varizes podem surgir.

Para tentar evitar o surgimento de novas varizes, é importante seguir orientações para melhora da circulação, conforme indicação do cirurgião vascular para o seu caso.

A possibilidade do surgimento de novas varizes não deve impedir ou postergar o tratamento daquelas que já apresentam problema, pois o resultado estético do tratamento de varizes é tanto melhor quanto mais cedo for iniciado o tratamento.

Mesmo após um tratamento bem sucedido de varizes, é recomendável que os pacientes procurem um cirurgião vascular anualmente para revisões sistemáticas.

Mesmo mulheres jovens que ainda não engravidaram não devem retardar o início do tratamento para após a gestação, pois as varizes tendem a se agravar durante esse período e costumam causar ainda mais desconforto se não forem tratadas adequadamente.

Praticar esportes e realizar caminhadas de no mínimo 30 minutos ajudam a combater as varizes.

Dra. Ana Carolina Freire Costa, médica (CRM/RS 32837)

Tratamento de varizes com espuma

Tratamento de varizes com espuma

Dr. Francisco Carvalho Domingues - Instituto Ibérico de Medicina Estética - arquivo pessoal

A técnica consiste em se produzir uma espuma densa, com microbolhas que, ao ser injetada nas varizes, provoca inflamação e fibrose das mesmas. Como a espuma é mais espessa que os agentes esclerosantes convencionais, ela fica mais tempo em contato com a parede do vaso, o que garante maior ação esclerosante local, que permite inclusive um resultado satisfatório inclusive em veias mais calibrosas.

Esse método pode ser aplicado inclusive nas veias safenas, embora o risco de embolia seja um fator a ser considerado. O uso dessa técnica nas veias superficiais dilatadas pode ser uma opção de tratamento, porém o índice de flebites e manchas residuais também é maior se comparado à microcirurgia.

Uma boa indicação para essa técnica é o tratamento em tecido esclerodérmico, na cicatrização de úlceras venosas e na eliminação das telangiectasias em cachos de uva.

Dra. Ana Carolina Freire Costa, médica (CRM/RS 32837)

Agradeço ao Dr. Francisco Carvalho Domingues (www.iime.pt) pela gentileza em autorizar o uso de imagem do seu arquivo pessoal para fins informativos nesse site.

Cirurgia de varizes com laser (ENDOLASER)

Cirurgia de varizes com laser (ENDOLASER)

A técnica da cirurgia de varizes com o uso do laser endovenoso (EVLT – Endovenous Laser Treatment ou endolaser) é um método recente e menos traumático de tratamento para as varizes mais calibrosas, especialmente as safenas.

Ao invés de “arrancar” a safena, conforme descrito na técnica convencional da cirurgia de varizes, uma fibra ótica é introduzida na veia através de uma pequena punção com agulha ou pequena incisão próximo ao tornozelo, até o ponto da origem do refluxo. Nesse momento, iniciam-se os disparos dos pulsos de laser, que aquecem as estruturas próximas e resultam na cauterização e obliteração do vaso, na extensão que se fizer necessária no caso tratado. O procedimento é guiado por ecodoppler.

Essa técnica melhorou o tratamento do refluxo de safena por ser uma alternativa que resulta em menor trauma operatório e ausência de hematomas no trajeto da safena. O pós-operatório é praticamente indolor, o paciente pode caminhar já no dia seguinte à cirurgia e retorna rapidamente às suas atividades habituais. Além disso, as lesões nervosas e linfáticas da cirurgia tradicional não acontecem com esse procedimento endovascular.

Dra. Ana Carolina Freire Costa, médica (CRM/RS 32837)

Cirurgia de varizes convencional

Cirurgia de varizes convencional

Dra. Ana Carolina realizando cirurgia de varizes convencional

A cirurgia tradicional consiste na remoção cirúrgica das veias que apresentam déficit de sua função, como safenas ou veias perfurantes incompetentes, e das veias superficiais já dilatadas. A necessidade da remoção dessas veias é definida pelo exame físico complementado pelo exame por ecodoppler venoso colorido dos membros inferiores. A safena incompetente não tratada durante a cirurgia pode causar recidiva (o retorno) de varizes em menos de seis meses após a intervenção.

A extração da safena é normalmente feita através de duas incisões, uma na virilha e outra no tornozelo ou na parte interna do joelho. A safena é desconectada nesses dois pontos e um fino cabo de aço é introduzido na veia e amarrado a ela. Com esse cabo, a safena é extraída por uma das incisões e é realizada uma compressão local demorada para tentar minimizar os hematomas no trajeto da retirada da veia. Essa técnica, conhecida como fleboextracao de safena, é realizada há decadas no tratamento de safenas insuficientes com ótimos resultados a longo prazo, porém com algumas desvantagens frente às tecnicas mais atuais, como o ENDOLASER.

Essa extração traumática da veia resulta da formação de hematoma na face interna da coxa, além de poder causar a lesão de nervos que acompanham a veia num percentual pequeno dos casos, com sintomas de dormências principalmente abaixo próximo ao tornozelo, e lesões linfáticas com edema pós-operatório. Embora essas complicações sejam conhecidas de longa data, sua benignidade e baixa freqüência mantém a fleboextração como técnica mais utilizada no tratamento de safenas insuficientes. Todavia, os bons resultados obtidos com as técnicas mais atuais deve alterar essa realidade nos próximos anos.

Dra. Ana Carolina Freire Costa, médica (CRM/RS 32837)

VARIZES: matéria do Hagah Saúde

VARIZES: matéria do Hagah Saúde

Varizes: o que são e como tratá-las

Conheça os tipos de tratamentos e saiba como evitar esse problema

A maioria das pessoas percebe os sinais das indesejadas varizes pela dor, pelo cansaço e pela sensação de peso nas pernas. Finas e avermelhadas, grossas e volumosas, todas merecem uma visita ao consultório médico, não importa quando apareceram. Aliás, o ideal é procurar um especialista logo que se percebam alterações nas pernas.

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Por que tratar as varizes durante o inverno?

Por que tratar as varizes durante o inverno?

Sempre oriento os pacientes que possuem varizes com indicação de tratamento estético a se programarem para se submeter ao tratamento durante o inverno. O principal motivo é a possibilidade de proteger as pernas na exposição ao sol enquanto persistirem as manchas roxas temporárias provocadas pelo tratamento. Essas manchas costumam desaparecer em até 2 meses e apenas após a completa resolução do quadro a exposição solar é liberada.

Além disso, como costumam ser necessárias reaplicações das áreas tratadas na maioria das pacientes para alcançar os resultados almejados, a antecipação do início do tratamento com relação ao verão oferece tranquilidade para o seu cumprimento.

Dra. Ana Carolina Freire Costa, médica (CRM/RS 32837)

Dicas para evitar varizes

Dicas para evitar varizes

  • Evitar permanecer em pé ou sentado por longos períodos;
  • Evitar uso de sapato sem salto ou com salto demasiadamente alto (ideal: aprox. 3cm);
  • Controle de peso;
  • Intercalar pequenos intervalos de repouso com as pernas elevadas durante as atividades diárias;
  • Praticar exercícios físicos como caminhadas, natação ou ciclismo, que melhoram o desempenho da musculatura da panturrilha (frequência de 4 vezes por semana no mínimo);
  • Evitar esportes que exijam movimentos que provoquem aumento exagerado da pressão abdominal;
  • Manter higiene cuidadosa dos pés;
  • Dormir com os pés da cama elevados cerca de 15-20cm.
  • Uso de meias elásticas: de suave a alta compressão, indicadas de acordo com a gravidade do caso.
  • Medicamentos venoativos: atuam reforçando o tônus da parede venosa, favorecendo a microcirculação por seu efeitos anti-inflamatório. Devem ser usadas por longo tempo e de forma intermitente, sob prescrição médica. É importante salientar que não há evidência científica de que previnam o surgimento de varizes ou que substituam as demais medidas clínicas ou o tratamento cirúrgico quando indicado.

Dra. Ana Carolina Freire Costa, médica (CRM/RS 32837)